Degermação cirúrgica das mãos da equipe de cirurgia cardíaca: uma análise microbiológica

Objetivo: Descrever a microbiota das mãos da equipe de cirurgia cardíaca após a degermação cirúrgica das mãos e a retirada das luvas ao término do procedimento cirúrgico, e comparar com a adesão ao tempo correto de degermação cirúrgica. Método: Estudo observacional realizado em dois momentos: após...

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Main Authors: Thamara Conceição Pinto, Danielle Mendonça Henrique, Cintia Silva Fassarella, Flavia Giron Camerini, Robson Souza Leão, Roberta Ferreira Gomes Saldanha-Gama, Aline Affonso Luna
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Zeppelini Publishers 2024-08-01
Series:Revista SOBECC
Subjects:
Online Access:https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/988
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description Objetivo: Descrever a microbiota das mãos da equipe de cirurgia cardíaca após a degermação cirúrgica das mãos e a retirada das luvas ao término do procedimento cirúrgico, e comparar com a adesão ao tempo correto de degermação cirúrgica. Método: Estudo observacional realizado em dois momentos: após degermação cirúrgica das mãos da equipe de cirurgia cardíaca e após a retirada das luvas ao término do procedimento cirúrgico. As variáveis analisadas foram de identificação dos profissionais e aspectos da degermação cirurgica das mãos. O instrumento de coleta de dados contou com um roteiro de observação, com base na literatura. Resultados: Vinte profissionais foram observados, resultando em 40 amostras. Nos dois momentos de coleta, foram identificados microrganismos da microbiota residente da pele, como Staphylococcus coagulase negativa, Staphylococcus aureus sensível à meticilina, Bacillus sp em 35% (7) da equipe cirúrgica. Houve  isolamento de microrganismos potencialmente relacionados à infecção de sítio cirúrgico, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis em 25% (5) da população estudada. O risco da presença de microrganismo patogênico quando a degermação cirurgica das mãos não é realizada no tempo recomendado foi de 14,2%. Conclusão: estratégias para adesão à técnica correta e ao treinamento periódico de degermação das mãos devem ser implementadas para mitigar a ocorrência de infecção de sítio cirúrgico e segurança do paciente.
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