Baudelaire e sua resistência irônica ao capitalismo = Baudelaire and his ironic restriction towards capitalism

O texto faz uma leitura do poema em prosa de Baudelaire La fausse monnaie mostrando que se pode deduzir do poema as figuras paradigmáticas do homo aestheticus e do homo sacer. O primeiro incorpora muitos aspectos daquilo que foi sonhado para o novo homem desde o final do século XVIII por pensadores,...

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Bibliographic Details
Main Author: Seligmann-Silva, Márcio
Format: Article
Language:Spanish
Published: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul 2015-01-01
Series:Letras de Hoje
Subjects:
Online Access:https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/view/23141/14072
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Description
Summary:O texto faz uma leitura do poema em prosa de Baudelaire La fausse monnaie mostrando que se pode deduzir do poema as figuras paradigmáticas do homo aestheticus e do homo sacer. O primeiro incorpora muitos aspectos daquilo que foi sonhado para o novo homem desde o final do século XVIII por pensadores, como os membros do romantismo alemão Friedrich Schlegel e Novalis. Para eles, o artista estaria no topo da humanidade. A arte curaria as feridas abertas pelo progresso e pela alienação que caracteriza o indivíduo moderno. Por outro lado, o homo sacer é pensado, segundo Agamben, como um resto, uma descarga em forma de carne humana que é rejeitada pela sociedade como meio de se manter a estrutura de poder do soberano. Essa paisagem biopolítica não é estática e tem a sua própria dinâmica. Podemos dizer que um lado da moeda depende da existência do outro lado. O espetáculo da violência, pobreza e miséria é parte de nosso mundo estetizado e não o seu oposto. Nesse sentido, o poema é uma espécie de microcosmo de nosso mundo e de sua nova moneyscape
ISSN:0101-3335
1984-7726