Abcesso Periamigdalino: Comparação de estratégias terapêuticas

Objetivos: Descrever a apresentação clínica e dados analíticos/imagiológicos dos doentes com abcesso periamigdalino (AP), identificar possíveis fatores preditores de complicações e comparar diferentes estratégias de tratamento inicial no sucesso terapêutico. Desenho do Estudo: Retrospetivo. M...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: Pedro Valente, Joana Silva, Cristina Aguiar, Mário Giesteira de Almeida, Eugénia Castro, Artur Condé
Format: Article
Language:English
Published: Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery 2020-06-01
Series:Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Subjects:
Online Access:https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2930
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:Objetivos: Descrever a apresentação clínica e dados analíticos/imagiológicos dos doentes com abcesso periamigdalino (AP), identificar possíveis fatores preditores de complicações e comparar diferentes estratégias de tratamento inicial no sucesso terapêutico. Desenho do Estudo: Retrospetivo. Material e Métodos: Revisão dos casos de AP, observados num Serviço de Urgência de ORL, entre 2012-2016. Resultados: Registaram-se 254 casos, incluindo 42 casos pediátricos. A presença de febre, disfagia, sialorreia, dor e tumefação cervical e adenopatias palpáveis foram mais frequentes no grupo pediátrico. Neste período, 28 casos receberam tratamento médico exclusivo e 226 efetuaram drenagem cirúrgica; não existiram diferenças no tempo de internamento, complicações, falência do tratamento ou recorrência. O tratamento conservador efetuou-se predominantemente no grupo pediátrico e em abcessos com menores dimensões. O tabagismo e a dor cervical foram identificados como preditores de complicações. Conclusões: O tratamento dos AP apresenta geralmente resultados favoráveis. O tratamento médico isolado deve ser considerado em pacientes pediátricos estáveis, com AP pequenos, sem impacto nos resultados. Os pacientes adultos, com abcessos maiores, podem beneficiar de tratamento cirúrgico inicial.
ISSN:2184-6499