O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) NO CONTEXTO DA DOENÇA ONCO HEMATOLÓGICA NA INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA

Introdução: Com o aumento da prevalência de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no decorrer dos anos, percebe-se a necessidade de realizar adequações nos serviços de saúde onco hematológicos, o que qualifica os profissionais envolvidos e garante um cuidado de qualidade, respeitando a ne...

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Main Authors: BZ Spessatto, AE Bom, MND Amaral, VRK Hoffmann
Format: Article
Language:English
Published: Elsevier 2024-10-01
Series:Hematology, Transfusion and Cell Therapy
Online Access:http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924024143
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description Introdução: Com o aumento da prevalência de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no decorrer dos anos, percebe-se a necessidade de realizar adequações nos serviços de saúde onco hematológicos, o que qualifica os profissionais envolvidos e garante um cuidado de qualidade, respeitando a neurodiversidade destas crianças e a situação vivenciada pelas suas famílias. Objetivo: Conhecer os cuidados/intervenções específicas às crianças com TEA durante o tratamento de doenças onco hematológicas. Método: Trata-se de um relato de experiência realizado pelos profissionais de enfermagem que atendem pacientes pediátricos em situação de internação hospitalar onco hematológica de um hospital universitário do sul do Brasil. Resultados: A assistência de crianças em ambiente hospitalar em situação de doença onco-hematológica grave somado ao TEA requer o estabelecimento de diretrizes/cuidados diferenciados para o seu manejo cotidiano. Este cuidado deve iniciar com uma conversa franca com o familiar de referência da criança para entendimento sobre suas dificuldades, necessidades e interesses. Algumas crianças também podem oferecer informações de como precisam ser cuidadas. Frente ao exposto, criou-se um grupo de trabalho para identificar as intervenções específicas para este público. As principais intervenções, até o momento, são: prioridade no atendimento, diminuindo os períodos de espera; evitar salas de espera lotadas, com crianças chorando; evitar locais com sons repetitivos e agudos e diminuir situações de barulho excessivo como falas altas, gargalhadas e máquinas de limpeza ligadas; oferecer ambiente calmo ou espaço para movimentação, salinizando acessos venosos sempre que possível; manter acessos venosos protegidos e cobertos; em caso de crise sensorial, manter ambiente com pouca luz, mínimo de barulho, poucas pessoas e mínimas interferências verbais; espaço de escuta ao cuidador; ajudar o familiar em situações de crise emocional ou sensorial para que o manejo seja adequado; evitar julgamentos da criança e de seu cuidador, principalmente em casos de crise; incluir a neurodiversidade nos registros das condições da criança e na transferência de cuidados entre equipes e turnos. Considerações: A falta de conhecimento pode negligenciar as necessidades das crianças com TEA, trazendo prejuízos ao tratamento onco hematológico e ao seu desenvolvimento e segurança emocional. O TEA é um desafio para famílias, educadores e profissionais de saúde. A capacitação para situações cotidianas e de crise ainda é muito escassa, porém é evidente a importância da qualificação dos profissionais da área de saúde pediátricos, incluindo pacientes onco-hematológicos. Dentro do contexto pediátrico, a comunicação empática com os pais/cuidadores desta criança torna-se a principal ferramenta para a construção de um cuidado humanizado e de qualidade, como também fortalecimento de vínculos com a equipe assistencial.
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