Cuidamos(s) e cuidemo(s): a variação morfêmica na P4 em verbos regulares de 1ª conjugação
Este trabalho objetiva mapear se está havendo variação morfêmica na P4 (nesse caso, nós) no presente do Indicativo e pretérito perfeito do Indicativo em verbos regulares de 1ª conjugação, para estabelecer uma diferenciação entre esses dois contextos temporais. Trata-se de uma pesquisa quantitativo-q...
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Linguística
2014-12-01
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| Series: | Working Papers em Linguística |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/view/29661 |
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|---|---|
| author | Ivelã Pereira |
| author_facet | Ivelã Pereira |
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| description | Este trabalho objetiva mapear se está havendo variação morfêmica na P4 (nesse caso, nós) no presente do Indicativo e pretérito perfeito do Indicativo em verbos regulares de 1ª conjugação, para estabelecer uma diferenciação entre esses dois contextos temporais. Trata-se de uma pesquisa quantitativo-qualitativa, com foco na morfologia verbal; por isso, baseamo-nos em Camara Junior (1970), Monteiro (2002 [1987]) e Zanotto (2001), mas nossa metodologia está de acordo com Labov (2008 [1972]) e WLH (2006 [1968]). Ademais, baseamos nosso estudo nas seguintes pesquisas brasileiras: Amaral (1976 [1920]); Costa (1990); Zilles, Maya e Silva (2000); Zilles e Batista (2006); e Rubio e Gonçalves (2012). O córpus é composto por entrevistas gravadas com informantes de alguns bairros de Florianópolis (Costa da Lagoa, Santo Antônio de Lisboa e Ratones), totalizando-se apenas 30 dados. A variável dependente é composta por duas variantes: os morfemas –a– e –e–. As variáveis independentes externas são: ‘sexo’, ‘escolaridade’, ‘idade’ e ‘bairro’, e as variáveis independentes internas:‘assertividade da sentença’ (sentença afirmativa ou negativa), ‘realização do sujeito’ (explícito ou nulo), ‘tempo verbal’ (pretérito perfeito ou presente), ‘apagamento do –s final da desinência –mos’ e ‘elemento temporal’ (presença ou não). Nossa principal hipótese é de que os falantes menos escolarizados utilizam o morfema –e– para marcar contextos de passado, em oposição ao presente, enquanto os falantes mais escolarizados permanecem utilizando o morfema –a– nos dois contextos de passado e presente.
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| format | Article |
| id | doaj-art-3dc7ec8bd6584db48051e0ac4ee853a9 |
| institution | OA Journals |
| issn | 1984-8420 |
| language | Portuguese |
| publishDate | 2014-12-01 |
| publisher | Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Linguística |
| record_format | Article |
| series | Working Papers em Linguística |
| spelling | doaj-art-3dc7ec8bd6584db48051e0ac4ee853a92025-08-20T01:50:53ZporUniversidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em LinguísticaWorking Papers em Linguística1984-84202014-12-0115210.5007/1984-8420.2014v15n2p4921263Cuidamos(s) e cuidemo(s): a variação morfêmica na P4 em verbos regulares de 1ª conjugaçãoIvelã Pereira0Universidade Federal de Santa CatarinaEste trabalho objetiva mapear se está havendo variação morfêmica na P4 (nesse caso, nós) no presente do Indicativo e pretérito perfeito do Indicativo em verbos regulares de 1ª conjugação, para estabelecer uma diferenciação entre esses dois contextos temporais. Trata-se de uma pesquisa quantitativo-qualitativa, com foco na morfologia verbal; por isso, baseamo-nos em Camara Junior (1970), Monteiro (2002 [1987]) e Zanotto (2001), mas nossa metodologia está de acordo com Labov (2008 [1972]) e WLH (2006 [1968]). Ademais, baseamos nosso estudo nas seguintes pesquisas brasileiras: Amaral (1976 [1920]); Costa (1990); Zilles, Maya e Silva (2000); Zilles e Batista (2006); e Rubio e Gonçalves (2012). O córpus é composto por entrevistas gravadas com informantes de alguns bairros de Florianópolis (Costa da Lagoa, Santo Antônio de Lisboa e Ratones), totalizando-se apenas 30 dados. A variável dependente é composta por duas variantes: os morfemas –a– e –e–. As variáveis independentes externas são: ‘sexo’, ‘escolaridade’, ‘idade’ e ‘bairro’, e as variáveis independentes internas:‘assertividade da sentença’ (sentença afirmativa ou negativa), ‘realização do sujeito’ (explícito ou nulo), ‘tempo verbal’ (pretérito perfeito ou presente), ‘apagamento do –s final da desinência –mos’ e ‘elemento temporal’ (presença ou não). Nossa principal hipótese é de que os falantes menos escolarizados utilizam o morfema –e– para marcar contextos de passado, em oposição ao presente, enquanto os falantes mais escolarizados permanecem utilizando o morfema –a– nos dois contextos de passado e presente. https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/view/29661 |
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