Quanto vale uma Chanchada? Disputas conceituais e valorativas em torno das comédias cinematográficas brasileiras (1940-50)

Este artigo tem como objetivo identificar ‘pontos de contato’, interfaces entre os discursos acerca das comédias cinematográficas brasileiras que se tornaram conhecidas como chanchadas e os próprios filmes, em sua dimensão imanente, a partir da análise fílmica; em outras palavras, fazer encontrarem...

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Main Authors: Guilherme Maia, Euro Prédes De Azevedo
Format: Article
Language:English
Published: Aarhus University 2018-05-01
Series:Brasiliana: Journal for Brazilian Studies
Subjects:
Online Access:https://tidsskrift.dk/bras/article/view/25279
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author Guilherme Maia
Euro Prédes De Azevedo
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description Este artigo tem como objetivo identificar ‘pontos de contato’, interfaces entre os discursos acerca das comédias cinematográficas brasileiras que se tornaram conhecidas como chanchadas e os próprios filmes, em sua dimensão imanente, a partir da análise fílmica; em outras palavras, fazer encontrarem-se contexto e texto, discurso crítico e interpretação das obras. A primeira parte — metacrítica — revisita discursos acerca das chanchadas e observa uma mudança radical de polaridade na atribuição de valor a essa classe de filmes, que transita entre ser o mais desprezível e subserviente dos cinemas e ser um gênero subversivo, talvez o único que poderia ser considerado genuinamente brasileiro. O segundo momento — analítico —examina os filmes Nem Sansão nem Dalila e Matar ou correr, ambos dirigidos por Carlos Manga e lançados em 1954, com o intuito de procurar, nas obras, elementos que justifiquem a existência de duas visões tão opostas sobre um mesmo fenômeno. Percebendo a paródia como elemento fundamental da interface contexto-texto, tentamos também propor dois novos caminhos interpretativos para o estudo do gênero: um que trate os filmes a partir daquilo que têm de singular — o viés cômico — e outro que revela interessantes conexões entre as chanchadas e o cinema moderno brasileiro.
format Article
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issn 2245-4373
language English
publishDate 2018-05-01
publisher Aarhus University
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series Brasiliana: Journal for Brazilian Studies
spelling doaj-art-3c7e6343fe754b9a9d6b3c7370b7ea862025-08-20T01:47:22ZengAarhus UniversityBrasiliana: Journal for Brazilian Studies2245-43732018-05-016110.25160/bjbs.v6i1.25279Quanto vale uma Chanchada? Disputas conceituais e valorativas em torno das comédias cinematográficas brasileiras (1940-50)Guilherme Maia0Euro Prédes De Azevedo1Universidade Federal da BahiaUFBA - Universidade Federal da Bahia Este artigo tem como objetivo identificar ‘pontos de contato’, interfaces entre os discursos acerca das comédias cinematográficas brasileiras que se tornaram conhecidas como chanchadas e os próprios filmes, em sua dimensão imanente, a partir da análise fílmica; em outras palavras, fazer encontrarem-se contexto e texto, discurso crítico e interpretação das obras. A primeira parte — metacrítica — revisita discursos acerca das chanchadas e observa uma mudança radical de polaridade na atribuição de valor a essa classe de filmes, que transita entre ser o mais desprezível e subserviente dos cinemas e ser um gênero subversivo, talvez o único que poderia ser considerado genuinamente brasileiro. O segundo momento — analítico —examina os filmes Nem Sansão nem Dalila e Matar ou correr, ambos dirigidos por Carlos Manga e lançados em 1954, com o intuito de procurar, nas obras, elementos que justifiquem a existência de duas visões tão opostas sobre um mesmo fenômeno. Percebendo a paródia como elemento fundamental da interface contexto-texto, tentamos também propor dois novos caminhos interpretativos para o estudo do gênero: um que trate os filmes a partir daquilo que têm de singular — o viés cômico — e outro que revela interessantes conexões entre as chanchadas e o cinema moderno brasileiro. https://tidsskrift.dk/bras/article/view/25279ChanchadaMetacríticaCinema BrasileiroParódia
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