Eficácia de agentes químicos na desinfecção de tubetes anestésicos odontológicos

Durante o atendimento odontológico, o paciente pode ser exposto a várias fontes de contaminações, por isso a equipe odontológica deve sempre implementar ações de biossegurança. Materiais não autoclaváveis, como os tubetes anestésicos, necessitam ser desinfetados previamente ao seu uso, pois não são...

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Main Authors: Mateus José Dutra, Daniela Jorge Corralo, Daniela Dal Olmo Merib, Jayne De Oliveira Manica, Laura Mezzalira Quevedo, Marcos Eugênio de Bittencourt, Patricia Borsatto Zenatti
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia 2020-08-01
Series:Revista da Faculdade de Odontologia de Porto Alegre
Subjects:
Online Access:https://seer3.dev.ufrgs.br/index.php/RevistadaFaculdadeOdontologia/article/view/97389
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description Durante o atendimento odontológico, o paciente pode ser exposto a várias fontes de contaminações, por isso a equipe odontológica deve sempre implementar ações de biossegurança. Materiais não autoclaváveis, como os tubetes anestésicos, necessitam ser desinfetados previamente ao seu uso, pois não são estéreis, podendo transmitir patógenos entre os pacientes. Este estudo objetivou avaliar e comparar a eficácia de três soluções desinfetantes na redução da carga microbiana em tubetes de anestésicos odontológicos. Os tubetes anestésicos (n=31) foram escolhidos aleatoriamente e submetidos a diferentes métodos e agentes desinfetantes (Álcool 70%, Dióxido de Cloro 7%; Cloreto de benzalcônio 5,2% com Polihexametileno biguanida 3,5%). Após a desinfecção por métodos de imersão ou fricção, os tubetes foram semeados em meio de cultura contendo caldo tripticase de soja e incubados (48h/370C). Amostras do meio de cultura líquido foram repicadas e semeadas em ágar tripticase de soja, incubado durante 48h a 370C. O crescimento microbiano foi observado pela presença de unidades formadoras de colônias (UFCs) crescidas no ágar. O estudo concluiu que os produtos Álcool 70% e Cloreto de benzalcônio 5,2% com Polihexametileno biguanida 3,5% demostraram ser mais eficazes na eliminação da carga microbiana dos tubetes pelo método de fricção, e que realmente os tubetes anestésicos tem sua superfície externa contaminada. O estudo comprovou ser o método de fricção do agente desinfetante mais eficaz na redução da carga microbiana comparado a imersão. Dos agentes testados, o Dióxido de Cloro 7% não demonstrou um nível de desinfecção satisfatório.
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