Meu nome é “Híbrida”: Corpo, gênero e sexualidade na experiência drag queen
Homem e mulher, feminino e masculino: o comportamento social dos indivíduos é norteado por dicotomias que encontramos em corpos aprendidos e disciplinados. Nesse sentido, os papéis sociais de gênero vêm a ser fatores de diferenciação sexual, de forma a orientar a inteligibilidade dos corpos, através...
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Spanish |
| Published: |
Universidad de Córdova; Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas
2012-07-01
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| Series: | Revista Latinoamericana de Estudios sobre Cuerpos, Emociones y Sociedad |
| Subjects: | |
| Online Access: | http://relaces.com.ar/index.php/relaces/article/view/160 |
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| author | Joseylson Fagner Santos |
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| collection | DOAJ |
| description | Homem e mulher, feminino e masculino: o comportamento social dos indivíduos é norteado por dicotomias que encontramos em corpos aprendidos e disciplinados. Nesse sentido, os papéis sociais de gênero vêm a ser fatores de diferenciação sexual, de forma a orientar a inteligibilidade dos corpos, através construções sociais de códigos estéticos, funcionais e comportamentais. A drag queen – representada como um corpo onde os papéis sociais de gênero encontram-se justapostos – apresenta, através da performance, a possibilidade de ressignificar as relações fixas entre gênero, corpo e sexo. Enquanto indivíduo que opera na transformação estética e comportamental de seus papéis de gênero, a drag permite pensar numa desnaturalização dos laços que envolvem esses conceitos. Diferente do travesti e do transexual, a drag queen questiona a fixidez de questões “hetero-normativas” através de um ato performativo, onde o corpo adquire signos específicos do sexo feminino e aplica a um corpo masculino, tornando-se “queer”. A experiência do corpo drag representa uma possibilidade de verificar o momento em que a normatividade da relação entre corpo, sexo e gênero entra em desconstrução, resultando num corpo híbrido. O artigo se propõe à reflexão sobre a formação da dicotomia masculino/feminino e a produção performativa de corpos drag. |
| format | Article |
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| institution | OA Journals |
| issn | 1852-8759 |
| language | Spanish |
| publishDate | 2012-07-01 |
| publisher | Universidad de Córdova; Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas |
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| series | Revista Latinoamericana de Estudios sobre Cuerpos, Emociones y Sociedad |
| spelling | doaj-art-3b0fc5bd3f1a4d1484c1fe71baed23922025-08-20T01:55:22ZspaUniversidad de Córdova; Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y TécnicasRevista Latinoamericana de Estudios sobre Cuerpos, Emociones y Sociedad1852-87592012-07-01396574119Meu nome é “Híbrida”: Corpo, gênero e sexualidade na experiência drag queenJoseylson Fagner Santos0Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social.Homem e mulher, feminino e masculino: o comportamento social dos indivíduos é norteado por dicotomias que encontramos em corpos aprendidos e disciplinados. Nesse sentido, os papéis sociais de gênero vêm a ser fatores de diferenciação sexual, de forma a orientar a inteligibilidade dos corpos, através construções sociais de códigos estéticos, funcionais e comportamentais. A drag queen – representada como um corpo onde os papéis sociais de gênero encontram-se justapostos – apresenta, através da performance, a possibilidade de ressignificar as relações fixas entre gênero, corpo e sexo. Enquanto indivíduo que opera na transformação estética e comportamental de seus papéis de gênero, a drag permite pensar numa desnaturalização dos laços que envolvem esses conceitos. Diferente do travesti e do transexual, a drag queen questiona a fixidez de questões “hetero-normativas” através de um ato performativo, onde o corpo adquire signos específicos do sexo feminino e aplica a um corpo masculino, tornando-se “queer”. A experiência do corpo drag representa uma possibilidade de verificar o momento em que a normatividade da relação entre corpo, sexo e gênero entra em desconstrução, resultando num corpo híbrido. O artigo se propõe à reflexão sobre a formação da dicotomia masculino/feminino e a produção performativa de corpos drag.http://relaces.com.ar/index.php/relaces/article/view/160drag queencuerpogenerosexualidad |
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