“Prof., por que a Maria não tem pipi? Ela perdeu o pipi?”: narrativas de crianças, famílias e professoras, referentes à sexualidade infantil

O presente texto objetiva apresentar resultados de uma pesquisa que teve a intenção de contemplar no cotidiano da prática pedagógica um olhar atento sobre a sexualidade infantil, especificamente como as relações corpóreas/afetivas são abordadas no contexto educativo, através de análises das observa...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: Sabrina Filipini Rodrigues, Regina Ingrid Bragagnolo
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2016-09-01
Series:Zero-a-seis
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/zeroseis/article/view/46150
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:O presente texto objetiva apresentar resultados de uma pesquisa que teve a intenção de contemplar no cotidiano da prática pedagógica um olhar atento sobre a sexualidade infantil, especificamente como as relações corpóreas/afetivas são abordadas no contexto educativo, através de análises das observações realizadas durante o ano de 2015, com um grupo de crianças de 2 a 4 anos de idade, em um Centro de Educação Infantil do município de Imbituba/SC. Buscou-se compreender as pistas que essas crianças pequenas dão em relação aos seus corpos e às interações entre elas, bem como as narrativas das professoras e famílias que convivem com elas, na tentativa de entender as relações entre os pares e os sentidos dos adultos frente às expressões infantis. Para isso, são utilizados registros de diários de campo das situações e narrativas ocorridas no cotidiano das crianças, familiares e profissionais da instituição.  Analisando as narrativas dos/as envolvidos/as na pesquisa, pode-se perceber, mesmo implicitamente, que a sexualidade está presente no cotidiano das famílias, profissionais e crianças, pois é frequentemente abordada por eles/as a partir de uma lógica heteronormativa.  Assim, neste trabalho, a intenção não foi trazer respostas prescritivas relacionadas à sexualidade infantil, mas sim, refletir sobre as práticas e concepções corpóreas afetivas estabelecidas pelas crianças.
ISSN:1980-4512