Avaliação Não Invasiva da Pressão Arterial Central e da Forma de Onda Intracraniana em Pacientes Hipertensos: Um Estudo Transversal

Resumo Fundamento Há uma forte associação entre hipertensão e doença cerebrovascular, principalmente acidente vascular cerebral e déficit cognitivo. Porém, os mecanismos dessa relação não são completamente compreendidos. Objetivos Analisar a relação da pressão arterial periférica, pressão arteri...

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Main Authors: Sayuri Inuzuka, Mikaelle Costa Correia, Matheus Martins da Costa, Thiago Oliveira Costa, Priscila Valverde de Oliveria Vitorino, Polyana Vulcano de Toledo Piza, Gustavo Frigieri, Ana Luiza Lima Sousa, Antonio Coca, Weimar Kunz Sebba Barroso
Format: Article
Language:English
Published: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) 2025-05-01
Series:Arquivos Brasileiros de Cardiologia
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2025000500302&lng=pt&tlng=pt
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Summary:Resumo Fundamento Há uma forte associação entre hipertensão e doença cerebrovascular, principalmente acidente vascular cerebral e déficit cognitivo. Porém, os mecanismos dessa relação não são completamente compreendidos. Objetivos Analisar a relação da pressão arterial periférica, pressão arterial central e da rigidez arterial, com a pressão intracraniana (PIC) em pacientes com hipertensão crônica. Métodos Indivíduos adultos foram consecutivamente incluídos no estudo entre novembro de 2022 e agosto de 2023. O ponto de corte identificado para definir hipertensão intracraniana (HTIC) pela razão de onda de pico (P2/P1) foi 1,2, e o ponto de corte para o tempo para o pico (TPP) foi 0,25. O nível de significância adotado na análise estatística foi 5%. Resultados Um total de 145 pacientes (32 homens e 113 mulheres) com hipertensão crônica (média de tempo desde o diagnóstico de 20 ± 12 anos) foram avaliados por um período de 10 meses. A idade mediana foi 69,0 (61,8 – 75,7) anos e o índice de massa corporal mediano foi 29,0 (25,4 – 33,1) Kg/m2. O valor mediano da razão P2/P1 para todas as cortes foi 1,4 (1,2 – 1,5) e do TPP 0,24 (0,21 – 0,29). A análise foi realizada considerando presença ou não de HTIC, e parâmetros da pressão arterial central e da velocidade de onda de pulso. Observou-se valores mais altos de pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), e PAD periférica entre pacientes com HTIC com base na razão P2/P1. Conclusões Os níveis de PAS central estão mais relacionados com HTIC que valores de PAS periférica medidos no consultório, não sendo observada tal diferença na PAD. Esse achado levanta a questão do método mais adequado de avaliação da pressão arterial em pacientes hipertensos com lesão cerebral.
ISSN:1678-4170