Denunciar ídolos: uma tarefa filosófica

A questão norteadora consiste em indicar relações entre o tema da ausência ou da supressão de individualidades e o surgimento de ídolos. Dentre inúmeros casos que a história da filosofia ostenta, aqui são indicadas razões para assumirmos que Arthur Schopenhauer e Max Horkheimer ensejam dois exemplo...

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Main Author: Vilmar Debona
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2019-03-01
Series:Ethic@: an International Journal for Moral Philosophy
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/ethic/article/view/64927
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description A questão norteadora consiste em indicar relações entre o tema da ausência ou da supressão de individualidades e o surgimento de ídolos. Dentre inúmeros casos que a história da filosofia ostenta, aqui são indicadas razões para assumirmos que Arthur Schopenhauer e Max Horkheimer ensejam dois exemplos de denúncias filosóficas de idolatrias e fanatismos. As simetrias no modo com que os pensadores tratam da questão são possibilitadas não apenas pela leitura cirúrgica e original que o pai da Teoria Crítica faz de Schopenhauer, mas também, e principalmente, pela asserção horkheimeriana de que “a doutrina de Schopenhauer tem significado no presente pelo fato de denunciar os ídolos de maneira implacável”. Deste, a crítica à ausência de individualidade, à banalidade e à in-diferença dos “humanos comuns”. Daquele, a preocupação com formas de atomização social que, ao surgirem, necessariamente ameaçam e suprimem tudo o que se possa chamar de próprio e genuíno.
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publishDate 2019-03-01
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spelling doaj-art-38e9185f35fa47b4a125fda098dbb4dd2025-08-20T02:40:40ZengUniversidade Federal de Santa CatarinaEthic@: an International Journal for Moral Philosophy1677-29542019-03-0118110.5007/1677-2954.2019v18n1p8533220Denunciar ídolos: uma tarefa filosóficaVilmar Debona0https://orcid.org/0000-0002-0411-3358Universidade Federal de Santa Maria A questão norteadora consiste em indicar relações entre o tema da ausência ou da supressão de individualidades e o surgimento de ídolos. Dentre inúmeros casos que a história da filosofia ostenta, aqui são indicadas razões para assumirmos que Arthur Schopenhauer e Max Horkheimer ensejam dois exemplos de denúncias filosóficas de idolatrias e fanatismos. As simetrias no modo com que os pensadores tratam da questão são possibilitadas não apenas pela leitura cirúrgica e original que o pai da Teoria Crítica faz de Schopenhauer, mas também, e principalmente, pela asserção horkheimeriana de que “a doutrina de Schopenhauer tem significado no presente pelo fato de denunciar os ídolos de maneira implacável”. Deste, a crítica à ausência de individualidade, à banalidade e à in-diferença dos “humanos comuns”. Daquele, a preocupação com formas de atomização social que, ao surgirem, necessariamente ameaçam e suprimem tudo o que se possa chamar de próprio e genuíno. https://periodicos.ufsc.br/index.php/ethic/article/view/64927
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