O absurdo desconcertante no conto “Os homens que se transformavam em barbantes” de Ignácio de Loyola Brandão
O conto “Os homens que se transformaram em barbantes” (1976) é marcado pela confluência entre o fantástico e a crítica social, legitimando um drama grotesco sustentado pelo poder atribuído a um objeto, o que nos remete a Calvino (1990, p. 47) que diz: “numa narrativa um objeto é sempre um objeto má...
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| Published: |
Universidade do Minho
2025-06-01
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| Series: | 2i Revista de Estudos de Identidade e Intermedialidade |
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| Online Access: | https://revistas.uminho.pt/index.php/2i/article/view/6006 |
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| author | Antonia Marly Moura da Silva |
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O conto “Os homens que se transformaram em barbantes” (1976) é marcado pela confluência entre o fantástico e a crítica social, legitimando um drama grotesco sustentado pelo poder atribuído a um objeto, o que nos remete a Calvino (1990, p. 47) que diz: “numa narrativa um objeto é sempre um objeto mágico”. O desvio natural e social na composição da figura humana se apropria metaforicamente de motivos perenes na literatura fantástica como a metamorfose física, o absurdo e a sátira para evocar a decadência humana e um mundo em desagregação. No relato, um homem na normalidade do seu cotidiano experimenta a anormalidade da transformação do seu corpo em barbante. A metamorfose física enaltece a libertação do corpo humano de suas propriedades naturais. Por esse viés, o objetivo desse trabalho é analisar o conto selecionado, acatando como linha de força a condição bizarra da coisificação humana, que se desvela pelo insólito, na linhagem da sátira e do exagero. Nesse sentido, são oportunos os postulados teóricos de Bergson (1983), Propp (1992), Roas (2001, 2014), Campra (2001, 2016) e outros.
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| issn | 2184-7010 |
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| publisher | Universidade do Minho |
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| series | 2i Revista de Estudos de Identidade e Intermedialidade |
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