UMA EXPERIÊNCIA DO SONHAR NAS ARTES VISUAIS

O presente estudo em poéticas visuais busca compartilhar experiências oníricas e suas possibilidades de experimentações no campo das Artes Visuais, integrando tanto concepções fisiológica e psicanalítica, quanto o próprio processo de criação. Em uma perspectiva pessoal e contemporânea, tem como obj...

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Main Authors: Eduardo Ziegler, Andreia Machado Oliveira
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual do Paraná 2025-05-01
Series:Art&Sensorium: Revista Interdisciplinar Internacional de Artes Visuais
Online Access:https://periodicos.unespar.edu.br/sensorium/article/view/10652
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Description
Summary:O presente estudo em poéticas visuais busca compartilhar experiências oníricas e suas possibilidades de experimentações no campo das Artes Visuais, integrando tanto concepções fisiológica e psicanalítica, quanto o próprio processo de criação. Em uma perspectiva pessoal e contemporânea, tem como objetivo descrever uma experiência com sonhos através da criação de obras de arte, utilizando diferentes mídias, como pintura e realidade virtual. Problematiza-se como as Artes Visuais podem ajudar a traduzir as dimensões do sonhar. Partindo da metodologia de pesquisa em Artes Visuais, a ideia é transportar o espectador para dentro do mundo onírico, proporcionando certa transposição de uma experiência imersiva onírica para uma poética que faz uso de tecnologias imersivas. Assim, busca-se evidenciar um olhar mais palpável sobre o sonho, como algo que faz parte da realidade vivida, numa outra esfera da experiência humana. Os conceitos discutidos dialogam com as reflexões de Michael Rush (2006) sobre o impacto das novas tecnologias na arte contemporânea, enquanto Oliver Grau (2007) traz a perspectiva histórica de como a imersão artística, desde os panoramas até a realidade virtual, tem envolvido o espectador de formas inovadoras. Por sua vez, Georges Didi-Huberman (1998) questiona como o olhar não apenas interpreta a obra, mas é interpelado por ela, destacando as tensões entre a complexidade dos sonhos e as limitações da representação visual. Nesse contexto, falo sobre como a linguagem da pintura em realidade virtual entra em diálogo com a pintura tradicional, permitindo criar obras híbridas que tocam a subjetividade do sonhar e do “eu” onírico, enquanto propõem novas formas de interação e participação do público com a experiência dos sonhos. Tendo como referência Sidarta Ribeiro, direciono os conceitos abordados em um olhar mais contemporâneo para o sonhar e suas possibilidades de experimentação com tecnologias imersivas.
ISSN:2358-0437