RELATO DE CASO: LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA DE CÉLULAS B COM PRESENÇA DE PANCITOPENIA E AUMENTO DE HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE (TSH)
Introdução: A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é a neoplasia hematológica mais comum da infância, em que a apresentação clínica pode ser insidiosa e variada, frequentemente mimetizando outras condições, dificultando seu diagnóstico precoce. As repercussões clínicas são amplas, portanto, é importan...
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| Main Authors: | , , , , , , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Elsevier
2024-10-01
|
| Series: | Hematology, Transfusion and Cell Therapy |
| Online Access: | http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924010411 |
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|---|---|
| author | LM Lorenzini GCL Bellini AC Molon E Thomé GS Schramm FL Silva H Umpierre-Pedroso |
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| collection | DOAJ |
| description | Introdução: A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é a neoplasia hematológica mais comum da infância, em que a apresentação clínica pode ser insidiosa e variada, frequentemente mimetizando outras condições, dificultando seu diagnóstico precoce. As repercussões clínicas são amplas, portanto, é importante reconhecer e estar ciente acerca destas. Objetivo: Relatar caso de paciente com leucemia linfoblástica aguda de células B com pancitopenia e aumento de hormônio tireoestimulante. Relato de caso: Paciente feminina, 3 anos, encaminhada ao Hospital Geral de Caxias do Sul, com queixa de cansaço, palidez cutânea e tosse produtiva há 15 dias. Exames iniciais: hemoglobina 3,9 g/dL, hematócrito 11,6% e plaquetas 16.000/mm3. Ultrassonografia mostrou linfonodos proeminentes nas cadeias cervicais bilaterais. Novos exames laboratoriais revelaram hemoglobina 6,7 g/dL, hematócrito 19,4%, leucócitos 2540/mm3 e plaquetas 13.000/mm3. O TSH estava em 18,42 μIU/mL e o T4 livre em 2,02 ng/dL, com impressão de pancitopenia com TSH aumentado e T4 livre levemente aumentado. Iniciou-se levotiroxina 42 mcg, cojitando a hipótese de pancitopenia por hipotireoidismo ou infiltração medular. O estudo da medula óssea identificou 14,8% de células B imaturas, com imunofenótipo anormal, compatíveis com LLA B. Foi utilizado o protocolo BFM ALL 2009. O TSH elevou-se para 51 μIU/mL, diminuindo para 20,930 μIU/mL e posteriormente para 4,83 μIU/mL cinco dias depois. Paciente realizou reposição de levotiroxina até normalização do TSH, atingiu remissão da doença e segue tratamento poliquimioterápico. Discussão: A LLA é uma neoplasia agressiva que pode ser de células B ou T, sendo a forma mais comum de câncer pediátrico. Os achados de apresentação mais comuns associados à LLA são inespecíficos e podem ser difíceis de distinguir de doenças comuns e autolimitadas da infância. Entretanto, os achados clínicos mais comuns são: hepatomegalia, linfadenopatia, febre e anormalidades hematológicas. Neste último, as manifestações mais comuns são: plaquetopenia no diagnóstico e anemia, além de leucocitose. Além disso, pode haver infiltração dos tecidos pelos blastos, causando disfunção orgânica. O tratamento da LLA é prolongado e é fundamentado em quimioterapia. Os protocolos modernos invariavelmente são constituídos de indução, intensificação, consolidação, reindução e manutenção, bem como prevenção da leucemia no sistema nervoso central e continuação ou manutenção da remissão. Conclusão: Altos níveis de TSH em uma paciente com LLA é um achado digno de nota, uma vez que não é frequentemente observado na prática clínica. Embora a elevação do TSH possa ser interpretada como uma disfunção tireoidiana primária, no contexto desta paciente, pode refletir uma manifestação secundária da infiltração por blastos leucêmicos, que pode comprometer a função tireoidiana e alterar o perfil hormonal. A normalização dos níveis de TSH após o tratamento com levotiroxina e a introdução do protocolo BFM ALL 2009 indicam que as alterações tireoidianas podem ser atribuídas à doença hematológica. Portanto, a compreensão dessa associação entre LLA e alterações na função tireoidiana é crucial para o manejo adequado dos pacientes. |
| format | Article |
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| institution | OA Journals |
| issn | 2531-1379 |
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| series | Hematology, Transfusion and Cell Therapy |
| spelling | doaj-art-3572cfdba146400dbe42722f66bcddf52025-08-20T02:17:40ZengElsevierHematology, Transfusion and Cell Therapy2531-13792024-10-0146S42110.1016/j.htct.2024.09.708RELATO DE CASO: LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA DE CÉLULAS B COM PRESENÇA DE PANCITOPENIA E AUMENTO DE HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE (TSH)LM Lorenzini0GCL Bellini1AC Molon2E Thomé3GS Schramm4FL Silva5H Umpierre-Pedroso6Universidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul, RS, BrasilUniversidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul, RS, BrasilUniversidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul, RS, BrasilUniversidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul, RS, BrasilUniversidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul, RS, BrasilHospital Geral de Caxias do Sul (HGCS), Caxias do Sul, RS, BrasilUniversidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul, RS, Brasil; Hospital Geral de Caxias do Sul (HGCS), Caxias do Sul, RS, BrasilIntrodução: A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é a neoplasia hematológica mais comum da infância, em que a apresentação clínica pode ser insidiosa e variada, frequentemente mimetizando outras condições, dificultando seu diagnóstico precoce. As repercussões clínicas são amplas, portanto, é importante reconhecer e estar ciente acerca destas. Objetivo: Relatar caso de paciente com leucemia linfoblástica aguda de células B com pancitopenia e aumento de hormônio tireoestimulante. Relato de caso: Paciente feminina, 3 anos, encaminhada ao Hospital Geral de Caxias do Sul, com queixa de cansaço, palidez cutânea e tosse produtiva há 15 dias. Exames iniciais: hemoglobina 3,9 g/dL, hematócrito 11,6% e plaquetas 16.000/mm3. Ultrassonografia mostrou linfonodos proeminentes nas cadeias cervicais bilaterais. Novos exames laboratoriais revelaram hemoglobina 6,7 g/dL, hematócrito 19,4%, leucócitos 2540/mm3 e plaquetas 13.000/mm3. O TSH estava em 18,42 μIU/mL e o T4 livre em 2,02 ng/dL, com impressão de pancitopenia com TSH aumentado e T4 livre levemente aumentado. Iniciou-se levotiroxina 42 mcg, cojitando a hipótese de pancitopenia por hipotireoidismo ou infiltração medular. O estudo da medula óssea identificou 14,8% de células B imaturas, com imunofenótipo anormal, compatíveis com LLA B. Foi utilizado o protocolo BFM ALL 2009. O TSH elevou-se para 51 μIU/mL, diminuindo para 20,930 μIU/mL e posteriormente para 4,83 μIU/mL cinco dias depois. Paciente realizou reposição de levotiroxina até normalização do TSH, atingiu remissão da doença e segue tratamento poliquimioterápico. Discussão: A LLA é uma neoplasia agressiva que pode ser de células B ou T, sendo a forma mais comum de câncer pediátrico. Os achados de apresentação mais comuns associados à LLA são inespecíficos e podem ser difíceis de distinguir de doenças comuns e autolimitadas da infância. Entretanto, os achados clínicos mais comuns são: hepatomegalia, linfadenopatia, febre e anormalidades hematológicas. Neste último, as manifestações mais comuns são: plaquetopenia no diagnóstico e anemia, além de leucocitose. Além disso, pode haver infiltração dos tecidos pelos blastos, causando disfunção orgânica. O tratamento da LLA é prolongado e é fundamentado em quimioterapia. Os protocolos modernos invariavelmente são constituídos de indução, intensificação, consolidação, reindução e manutenção, bem como prevenção da leucemia no sistema nervoso central e continuação ou manutenção da remissão. Conclusão: Altos níveis de TSH em uma paciente com LLA é um achado digno de nota, uma vez que não é frequentemente observado na prática clínica. Embora a elevação do TSH possa ser interpretada como uma disfunção tireoidiana primária, no contexto desta paciente, pode refletir uma manifestação secundária da infiltração por blastos leucêmicos, que pode comprometer a função tireoidiana e alterar o perfil hormonal. A normalização dos níveis de TSH após o tratamento com levotiroxina e a introdução do protocolo BFM ALL 2009 indicam que as alterações tireoidianas podem ser atribuídas à doença hematológica. Portanto, a compreensão dessa associação entre LLA e alterações na função tireoidiana é crucial para o manejo adequado dos pacientes.http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924010411 |
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