Novas raças, novas doenças: a possibilidade colonizadora por meio da mistura racial em History of Brazil (1810-1819) de Robert Southey

Resumo A possibilidade de o clima alterar o temperamento de pessoas não nativas de determinada região era crença difundida desde antes do descobrimento da América. As mudanças de ar, temperatura e alimentação, acreditava-se, poderiam contribuir decisivamente para a degeneração ou o florescimento das...

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Main Author: Flávia Florentino Varella
Format: Article
Language:English
Published: Fundação Oswaldo Cruz, Casa de Oswaldo Cruz
Series:História, Ciências, Saúde: Manguinhos
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702016000900015&lng=en&tlng=en
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Summary:Resumo A possibilidade de o clima alterar o temperamento de pessoas não nativas de determinada região era crença difundida desde antes do descobrimento da América. As mudanças de ar, temperatura e alimentação, acreditava-se, poderiam contribuir decisivamente para a degeneração ou o florescimento das raças. No Novo Mundo, as raças negra, europeia e indígena foram mescladas, reconfigurando doenças europeias. Exploro neste artigo como, na avaliação do historiador Robert Southey, essa mistura de raças foi tida como bastante positiva, principalmente a do indígena com a do português, que gerava o mameluco. Os paulistas, que eram mamelucos, foram apresentados em History of Brazil como herdeiros do temperamento empreendedor português e da infatigabilidade indígena.
ISSN:1678-4758