DIFERENTES DENSIDADES EM CULTIVO DO CAMARÃO BRANCO USANDO BIOFLOCOS E ÁGUA DE SUBSOLO EM CLIMA SUBTROPICAL

Nos últimos anos, há uma forte tendência para produção de camarões marinhos em sistema de bioflocos. Este sistema favorece o aumento das densidades de estocagem utilizando menores áreas. Além disso, o uso de água de subsolo também pode ser uma alternativa para empreendimentos afastados do litoral....

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Main Authors: Carolina COSTA, Geraldo FÓES, Wilson WASIELESKY, Luis POERSCH
Format: Article
Language:English
Published: Instituto de Pesca 2018-12-01
Series:Boletim do Instituto de Pesca
Subjects:
Online Access:https://institutodepesca.org/index.php/bip/article/view/1327
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description Nos últimos anos, há uma forte tendência para produção de camarões marinhos em sistema de bioflocos. Este sistema favorece o aumento das densidades de estocagem utilizando menores áreas. Além disso, o uso de água de subsolo também pode ser uma alternativa para empreendimentos afastados do litoral. Em áreas subtropicais a temperatura é um importante parí­¢metro a ser considerado, pois pode reduzir o perí­­odo de cultivo em viveiros. Este estudo teve como objetivo avaliar a viabilidade da produção de Litopenaeus vannamei, comparando duas densidades de estocagem (100 e 150 camarões m-2), utilizando bioflocos e água do subsolo. O experimento foi realizado entre janeiro a abril de 2011 (105 dias) na Estação Marinha de Aquacultura (EMA/FURG), localizada na cidade do Rio Grande, RS, Brasil. Os camarões foram estocados em viveiros de 600 m² com pós-larvas de 0,08 ± 0,03 g (PL 40), sendo utilizadas três réplicas para cada tratamento. Os parí­¢metros de qualidade da água e composição iônica estavam dentro dos limites aceitáveis para L. vannamei. No desempenho zootécnico, a conversão alimentar em ambos os tratamentos pode ser atribuí­­da pelo consumo de flocos microbianos pelos camarões. As densidades apresentaram diferença significativa na produtividade: 9.748 e 13.860 kg ha- 1 para 100 e 150 camarões m-2, respectivamente. Embora a temperatura da água tenha diminuí­­do nas duas últimas semanas (19,4 °C), a sobrevivência foi 97 % (100 camarões m-2) e 88 % (150 camarões m-2). No sul do Brasil, as densidades testadas 100 e 150 camarões m-2 foram adequadas apresentando valores eficientes de crescimento, sobrevivência e conversão alimentar dos camarões. No entanto, a densidade de 150 camarões m-2 foi mais rentável devido í­Â  alta produtividade. Neste estudo, a relação iônica foi mais baixa do que os valores da água do mar, mas isto não afetou o desempenho zootécnico dos animais. Em relação í­Â  localização, deve-se levar em consideração que as condições climáticas nesta área possibilitam cultivo de camarão em viveiros durante os meses mais quentes.
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