Trend analysis of precipitation extremes in Brazil: the role of atmospheric temperature

Existem evidências de que o clima no planeta vem sofrendo variações ao longo dos anos, as quais têm gerado eventos climáticos que estão se tornando cada vez mais extremos, como os de chuvas intensas. O objetivo deste estudo foi verificar o comportamento e a tendência das chuvas extremas no Brasil e...

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Main Authors: José Micael Ferreira da Costa, Cleiton da Silva Silveira, Alexandre Cunha Costa, Antonio Duarte Marcos Junior, Suellen Teixeira Nobre Gonçalves
Format: Article
Language:English
Published: Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental 2025-06-01
Series:Revista Brasileira de Ciências Ambientais
Subjects:
Online Access:https://www.rbciamb.com.br/Publicacoes_RBCIAMB/article/view/2123
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Description
Summary:Existem evidências de que o clima no planeta vem sofrendo variações ao longo dos anos, as quais têm gerado eventos climáticos que estão se tornando cada vez mais extremos, como os de chuvas intensas. O objetivo deste estudo foi verificar o comportamento e a tendência das chuvas extremas no Brasil e suas possíveis correlações com as tendências da temperatura atmosférica. A metodologia utilizou Índices de Extremos Climáticos e, em cada um deles, foi aplicado o Teste de Mann-Kendall (TMK) e a Declividade de Sen (DS) para avaliar a significância estatística das tendências dos extremos climáticos, assim como mensurar as magnitudes, respectivamente. Em seguida, foi calculado o coeficiente de correlação de Pearson (CCP) entre índices. O período total de análise foi de 1991 a 2022. Os resultados da TMK e DS mostraram tendência de aumento das chuvas extremas nas Regiões Sul, Norte, partes do Nordeste e na faixa litorânea do Sudeste e tendência de diminuição nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte. Também houve tendência de aumento da temperatura máxima (TX) e mínima (TN) na maior parte do país. Os CCP foram significativos, entre as chuvas totais/extremas e as temperaturas, do seguinte modo: regiões Nordeste e Sudeste (CCP negativas para TX); Sul e Norte (CCP positivas para TN). Houve então locais onde as DS e os CCP apresentaram interdependência não linear entre essas variáveis climáticas. Assim, a mudança no padrão climático das temperaturas pode estar contribuindo para a tendência de aumento dos eventos extremos de precipitação em várias regiões do Brasil.
ISSN:1808-4524
2176-9478