Sofrimento existencial da pessoa em situação paliativa: uma revisão integrativa

Introdução: A proximidade da morte transforma a experiência humana, levando a pessoa em situação paliativa a confrontar-se com sentimentos de perda de autonomia, desespero e isolamento. O sofrimento existencial (SE) é influenciado pela consciência da finitude, medo da morte, vazio existencial e culp...

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Main Authors: Soraia Ferreira, Júlia Magalhães, Patrícia Rocha, Sónia Novais, Júlia Alves, Paula Carvalho, Daniela Cunha
Format: Article
Language:English
Published: Asociación Nacional de Psicología Evolutiva y Educativa de la Infancia Adolescencia Mayores y Discapacidad 2025-06-01
Series:INFAD
Subjects:
Online Access:https://revista.infad.eu/index.php/IJODAEP/article/view/2852
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Description
Summary:Introdução: A proximidade da morte transforma a experiência humana, levando a pessoa em situação paliativa a confrontar-se com sentimentos de perda de autonomia, desespero e isolamento. O sofrimento existencial (SE) é influenciado pela consciência da finitude, medo da morte, vazio existencial e culpa. Compreender e abordar o SE é essencial em cuidados paliativos (CP), promovendo uma jornada digna até ao fim da vida, sustentada pela Teoria do Cuidado Transpessoal (TCT) de Jean Watson, que enfatiza uma abordagem humanística e holística. Objetivo: Compreender a perceção, características e interpretação do SE da pessoa em situação paliativa. Metodologia: A revisão integrativa da literatura incluiu artigos de 2014 a 2024, selecionados em bases de dados como PubMed, PsycInfo e Cochrane Library. A análise seguiu a perspetiva holística da TCT, com uma amostra final de 21 estudos. Resultados: Foram identificadas cinco categorias: 1) Significado do SE, nomeadamente perda de controlo e ausência de propósito; 2) Avaliação e estratégias, incluindo a Escala de SE; 3) Intervenções, como Terapia do Significado da Vida; 4) Suporte emocional e familiar; e 5) Fatores que influenciam a superação do SE, como a espiritualidade. Discussão: O SE afeta o bem-estar físico, emocional e espiritual, intensificado pela desmoralização. Intervenções focadas no significado mostram-se promissoras, sendo a sedação paliativa último recurso para casos refratários. A TCT de Watson suporta uma prática centrada na pessoa, com envolvimento familiar e promoção do bem-estar emocional e espiritual, salientando a necessidade de treino especializado. Conclusão: A gestão do SE em CP exige uma abordagem holística que integre dimensões emocionais, espirituais e sociais, para oferecer cuidados sensíveis e humanizados. Reforça-se a importância da formação dos profissionais e a investigação contínua para melhorar a assistência no SE em CP.
ISSN:0214-9877
2603-5987