Avaliação das doses e do risco subsequente de desenvolvimento de câncer em órgãos fora do campo de tratamento na radioterapia de linfoma de Hodgkin

O tratamento de linfoma de Hodgkin com radioterapia tem sido aprimorado nas últimas décadas de forma a minimizar os efeitos colaterais danosos da radiação ionizante no paciente. Um novo desafio que surge é a análise da dose em órgãos fora da região de tratamento e o risco atribuído a essa exposição....

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: Vitor Jesus Oliveira, Ana Cristina Dovales, Delano Valdivino Batista, Denison Souza Santos, Luiz Antonio Rosa
Format: Article
Language:English
Published: Brazilian Radiation Protection Society (Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica, SBPR) 2020-03-01
Series:Brazilian Journal of Radiation Sciences
Subjects:
Online Access:https://bjrs.org.br/revista/index.php/REVISTA/article/view/1199
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:O tratamento de linfoma de Hodgkin com radioterapia tem sido aprimorado nas últimas décadas de forma a minimizar os efeitos colaterais danosos da radiação ionizante no paciente. Um novo desafio que surge é a análise da dose em órgãos fora da região de tratamento e o risco atribuído a essa exposição. Neste trabalho avaliamos as doses nos órgãos de interesse e o risco subsequente de indução de câncer após o tratamento. Foi feita a simulação de um tratamento em uma paciente feminino de 20 anos, para avaliação do risco de desenvolvimento de câncer secundário após a exposição à radiação. Para isso, utilizamos o fantoma feminino e o acelerador linear Clinac® iX 885 da Varian para a calibração dos TLDs e irradiação do fantoma. O programa online RadRAT foi usado para avaliar o risco ao longo da vida. Foi feita a comparação entre cinco países cujas informações sobre expectativa de vida e taxa de incidência de câncer estão registradas no programa. Nossos resultados mostraram que o tratamento convencional para o linfoma de Hodgkin acarreta um risco atribuído maior para o  desenvolvimento de câncer no cérebro aumentando entre 21% e 23% o número de novos casos. Para câncer no útero, o excesso de risco é pouco maior que 2%, não tendo um aumento estatisticamente significante (p=0,30). O câncer de bexiga, no entanto, apesar de ser o órgão mais distante do campo de irradiação teve um risco atribuído ao longo da vida próximo a 10% na maioria dos grupos populacionais.
ISSN:2319-0612