A EXTERIORIDADE DA MÁQUINA DE GUERRA EM MIL PLATÔS: UMA QUESTÃO DE MÉTODO

Deleuze e Guattari em sua obra Mil Platôs utilizam o método axiomático geométrico para demonstrar a exterioridade da máquina de guerra em relação ao aparelho de Estado. O problema é que este método está diretamente relacionado à axiomática do capitalismo e aoaparelho de Estado e remete a exteriorid...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Author: Jean Pierre Gomes Ferreira
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual Paulista (UNESP) 2019-08-01
Series:Kínesis
Subjects:
Online Access:https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/9136
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:Deleuze e Guattari em sua obra Mil Platôs utilizam o método axiomático geométrico para demonstrar a exterioridade da máquina de guerra em relação ao aparelho de Estado. O problema é que este método está diretamente relacionado à axiomática do capitalismo e aoaparelho de Estado e remete a exterioridade da máquina de guerra à interioridade do aparelho de Estado. Neste sentido, é importante pensar como a exterioridade da máquina de guerra pode ser demonstrada a partir deste método axiomático geométrico se, por fim, ele promove uma captura dela pelo aparelho de Estado. Diante desta questão, é paradoxal a utilização deste método para a demonstração da exterioridade da máquina de guerra, mas ao analisarmos melhor esta questão percebe-se como, no fim, trata-se de fazer senão a máquina de guerra escapar a ele na medida em que a própria exterioridade dela impõe a este método proposições indecidíveis que constroem conexões revolucionárias contra as conjugações da axiomática geométrica do aparelho de Estado.
ISSN:1984-8900