Sentimentos existenciais e ruptura psiquiátrica
Neste trabalho, procuro apresentar as linhas gerais da discussão sobre o conceito de sentimentos existenciais recentemente desenvolvido por Matthew Ratcliffe. Meu objetivo principal consiste, primeiro, no exame do conceito, levando em consideração seus antecedentes históricos e elementos internos. A...
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
2022-12-01
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| Series: | Perspectiva Filosófica |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/perspectivafilosofica/article/view/256762 |
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| author | Marcelo Vieira Lopes |
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| description | Neste trabalho, procuro apresentar as linhas gerais da discussão sobre o conceito de sentimentos existenciais recentemente desenvolvido por Matthew Ratcliffe. Meu objetivo principal consiste, primeiro, no exame do conceito, levando em consideração seus antecedentes históricos e elementos internos. Após apresentar o modo como essa dimensão afetiva resiste à tradicional dicotomia corpo/cognição na filosofia da emoção clássica, chamo a atenção para o seu traço inconspícuo e sua função estruturante de nossa vida intencional. Se, por um lado, esses sentimentos encerram elementos corporais passíveis de identificação e descrição, por outro, somente a interrupção de seu funcionamento adequado evidencia a função estruturante por eles desempenhada. O desenrolar de uma experiência comum, sua “normalidade”, portanto, depende de um nível de habitualidade no qual esses sentimentos não estão manifestos. São os casos de ruptura e colapso que apresentam os elementos requeridos para o acesso adequado a essa dimensão tácita de nossa experiência. Ao contrastar dois modos possíveis de acesso a essa dimensão estrutural, sugiro que algumas desordens psiquiátricas apresentam os elementos de interrupção e ruptura necessários para um acesso adequado a essa dimensão afetivo-estrutural. São destacadas ainda as implicações dessa noção para uma psiquiatria fenomenologicamente informada.
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| publisher | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
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| spelling | doaj-art-3185c8c625844ab387aa1ca16ca665c82025-08-20T02:29:24ZengUniversidade Federal de Pernambuco (UFPE)Perspectiva Filosófica0104-64542357-99862022-12-0149510.51359/2357-9986.2022.256762Sentimentos existenciais e ruptura psiquiátricaMarcelo Vieira Lopes0https://orcid.org/0000-0003-3038-735XUniversidade Federal de Santa Maria (UFSM)Neste trabalho, procuro apresentar as linhas gerais da discussão sobre o conceito de sentimentos existenciais recentemente desenvolvido por Matthew Ratcliffe. Meu objetivo principal consiste, primeiro, no exame do conceito, levando em consideração seus antecedentes históricos e elementos internos. Após apresentar o modo como essa dimensão afetiva resiste à tradicional dicotomia corpo/cognição na filosofia da emoção clássica, chamo a atenção para o seu traço inconspícuo e sua função estruturante de nossa vida intencional. Se, por um lado, esses sentimentos encerram elementos corporais passíveis de identificação e descrição, por outro, somente a interrupção de seu funcionamento adequado evidencia a função estruturante por eles desempenhada. O desenrolar de uma experiência comum, sua “normalidade”, portanto, depende de um nível de habitualidade no qual esses sentimentos não estão manifestos. São os casos de ruptura e colapso que apresentam os elementos requeridos para o acesso adequado a essa dimensão tácita de nossa experiência. Ao contrastar dois modos possíveis de acesso a essa dimensão estrutural, sugiro que algumas desordens psiquiátricas apresentam os elementos de interrupção e ruptura necessários para um acesso adequado a essa dimensão afetivo-estrutural. São destacadas ainda as implicações dessa noção para uma psiquiatria fenomenologicamente informada. https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/perspectivafilosofica/article/view/256762fenomenologiaafetividadesentimentos existenciaisfilosofia da psiquiatria |
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