Categorias Genderizadas na Google Play Store: O que Revelam as Pesquisas pelos Termos “Homem”, “Mulher” e “Não-binário”?
As lojas de aplicações como a Google Play Store são o ponto de partida para a utilização das apps. É ainda escasso o corpo científico que se debruça sobre as lojas de aplicações como um ecossistema mediático de interesse, em particular, carecendo de análise as descrições textuais das aplicações, im...
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| Main Author: | |
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Associação Portuguesa de Ciência da Comunicação
2025-02-01
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| Series: | Revista Comunicando |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.sopcom.pt/index.php/comunicando/article/view/407 |
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| Summary: | As lojas de aplicações como a Google Play Store são o ponto de partida para a utilização das apps. É ainda escasso o corpo científico que se debruça sobre as lojas de aplicações como um ecossistema mediático de interesse, em particular, carecendo de análise as descrições textuais das aplicações, importantes elementos da “app store optimization”. Este trabalho exploratório foca-se na identificação de temáticas textuais distintas genderizadas e na sua associação a categorias de aplicações. Através da ferramenta Google Play Store Scrapper, reúnem-se as 35 apps em língua portuguesa com mais downloads para cada pesquisa com um termo correspondente a uma identidade de género. Destacam-se as apps de “Jogos” e de “Saúde e fitness” como as categorias mais populares. Nomeadamente as apps de “Jogos” nos resultados para “homem” e, ainda, para “não-binário”; enquanto as apps de “Saúde e fitness” são mais populares na pesquisa para “mulher”. Posteriormente, são efetuadas análises textuais às descrições das aplicações, com recurso a nuvens de palavras, corroboradas com procedimentos estatísticos descritivos que procuram frequências significativas (z-score superior a 1,96). Surpreendentemente, as apps de redes/média sociais não se destacam nas pesquisas genderizadas, não refletindo a bibliografia. Os resultados identificam a centralidade do universo dos jogos e heróis na pesquisa por “homem”, o foco no estereótipo do (auto)cuidado do corpo feminino na pesquisa por “mulher”, e resultados dispersos na pesquisa por “não-binário”, que sugerem a dificuldade da implementação do termo na língua portuguesa.
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| ISSN: | 2182-4037 |