Tempo excessivo de televisão e fatores associados em adultos e idosos da região Sul do Brasil: mudanças após uma década

Resumo Introdução: O tempo despendido em frente à televisão (TV) é um dos componentes do comportamento sedentário mais prevalente no âmbito do lazer. Objetivo: Analisar as mudanças na prevalência e nos fatores sociodemográficos associados ao tempo excessivo de TV em adultos e idosos residentes nas...

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Main Authors: Cecília Bertuol, Kelly Samara da Silva, Aline Mendes Gerage, Priscila Cristina dos Santos, Willen Remon Tozetto, Paulo Ricardo de Oliveira Medeiros, Deborah Carvalho Malta, Giovani Firpo Del Duca
Format: Article
Language:English
Published: Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro 2025-04-01
Series:Cadernos de Saúde Coletiva
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-462X2025000100208&lng=pt&tlng=pt
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Summary:Resumo Introdução: O tempo despendido em frente à televisão (TV) é um dos componentes do comportamento sedentário mais prevalente no âmbito do lazer. Objetivo: Analisar as mudanças na prevalência e nos fatores sociodemográficos associados ao tempo excessivo de TV em adultos e idosos residentes nas capitais da região Sul do Brasil após uma década. Métodos: Trata-se de uma análise secundária dos dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2006 e 2016. O tempo excessivo de TV (≥4 horas) e as variáveis sociodemográficas foram obtidas por autorrelato via entrevista telefônica. Regressão logística binária foi conduzida. Resultados: Nenhuma mudança significativa foi observada, após uma década, na proporção de tempo de TV entre os adultos e os idosos. Entre os adultos, apenas a menor escolaridade permaneceu associada ao tempo excessivo de TV em ambos os inquéritos. Entre os idosos, o sexo masculino e a baixa escolaridade permaneceram associados ao tempo excessivo de TV, e aqueles residentes em Porto Alegre passaram a ter mais tempo excessivo de tela que seus pares em 2016. Conclusões: Embora a prevalência de assistência à TV tenha permanecido estável ao longo de 10 anos, os subgrupos mais afetados foram os brasileiros de baixa escolaridade e os idosos do sexo masculino.
ISSN:1414-462X