A disforia de gênero como síndrome cultural norte-americana
O diagnóstico “disforia de gênero”, proposto pela quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), é apresentado como uma “síndrome cultural” norte-americana, ilustrando a tendência expansionista da American Psychiatric Association (APA) em arregimentar as experiênc...
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| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Spanish |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2019-12-01
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| Series: | Revista Estudos Feministas |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/56662 |
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| Summary: | O diagnóstico “disforia de gênero”, proposto pela quinta edição do Manual Diagnóstico e
Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), é apresentado como uma “síndrome cultural” norte-americana, ilustrando a tendência expansionista da American Psychiatric Association (APA) em arregimentar as experiências de trânsito de gênero que escapem à matriz de inteligibilidade centrada em torno do masculino/feminino. A esse diagnóstico, forjado pelo pensamento binário estadunidense, nos moldes da chamada disease mongering, opõe-se a experiência da travesti brasileira como alteridade radical para com a matriz de inteligibilidade de gênero instituída.
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| ISSN: | 0104-026X 1806-9584 |