A “Fantástica” (Re)Construção do Passado: Uma Análise Sobre Memória e Inteligência Artificial na Série Fantástico — 50 Anos
O estudo analisa como a inteligência artificial atua como mediadora na reconstrução de narrativas históricas no telejornalismo e quais impactos simbólicos e éticos esse uso provoca na memória coletiva. Para tanto, há como objeto de análise o primeiro episódio da série Fantástico — 50 Anos, que util...
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| Published: |
Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
2025-06-01
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| Series: | Comunicação e Sociedade |
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| Online Access: | https://revistacomsoc.pt/index.php/revistacomsoc/article/view/6191 |
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| author | Mario Abel Bressan Júnior Ana Paula Bazi |
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O estudo analisa como a inteligência artificial atua como mediadora na reconstrução de narrativas históricas no telejornalismo e quais impactos simbólicos e éticos esse uso provoca na memória coletiva. Para tanto, há como objeto de análise o primeiro episódio da série Fantástico — 50 Anos, que utiliza a inteligência artificial para reconstruir o programa inaugural perdido em um incêndio ocorrido em 1976. Além das recriações tecnológicas, a narrativa do episódio incorpora lembranças e depoimentos das pessoas diretamente envolvidas na época, explorando os vínculos entre memória individual e coletiva. O objetivo geral consiste em compreender de que maneira a inteligência artificial atua como mediadora na preservação e ressignificação de narrativas históricas, avaliando sua relevância para a simplicidade, praticidade e impacto simbólico na construção da memória coletiva. A metodologia utilizada é a análise de conteúdo, complementada por uma abordagem teórica fundamentada em autores como Halbwachs, Pollak, Huyssen, Beiguelman e Scolari, que discutem as dinâmicas da memória, do esquecimento e das tecnologias digitais. Os resultados indicam que, embora a inteligência artificial seja uma ferramenta para simular e recriar o passado, sua atuação depende de uma estrutura narrativa que articula depoimentos humanos e contextos históricos para ressoar emocionalmente com o público. Além disso, constatamos que as recriações promovem tanto uma reconexão afetiva com o passado quanto um estranhamento, decorrente da artificialidade derivada das simulações. Este estudo contribui para o debate sobre o uso de tecnologias digitais no telejornalismo e seus impactos na preservação e ressignificação da memória.
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| institution | Kabale University |
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| publishDate | 2025-06-01 |
| publisher | Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) |
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| series | Comunicação e Sociedade |
| spelling | doaj-art-2d0853f71c7845aeb7f3b9b9a1e688ac2025-08-20T03:25:00ZengCentro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)Comunicação e Sociedade1645-20892183-35752025-06-014710.17231/comsoc.47(2025).6191A “Fantástica” (Re)Construção do Passado: Uma Análise Sobre Memória e Inteligência Artificial na Série Fantástico — 50 AnosMario Abel Bressan Júnior0Ana Paula Bazi1Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, Universidade do Sul de Santa Catarina, Tubarão, BrasilPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, Universidade do Sul de Santa Catarina, Tubarão, Brasil O estudo analisa como a inteligência artificial atua como mediadora na reconstrução de narrativas históricas no telejornalismo e quais impactos simbólicos e éticos esse uso provoca na memória coletiva. Para tanto, há como objeto de análise o primeiro episódio da série Fantástico — 50 Anos, que utiliza a inteligência artificial para reconstruir o programa inaugural perdido em um incêndio ocorrido em 1976. Além das recriações tecnológicas, a narrativa do episódio incorpora lembranças e depoimentos das pessoas diretamente envolvidas na época, explorando os vínculos entre memória individual e coletiva. O objetivo geral consiste em compreender de que maneira a inteligência artificial atua como mediadora na preservação e ressignificação de narrativas históricas, avaliando sua relevância para a simplicidade, praticidade e impacto simbólico na construção da memória coletiva. A metodologia utilizada é a análise de conteúdo, complementada por uma abordagem teórica fundamentada em autores como Halbwachs, Pollak, Huyssen, Beiguelman e Scolari, que discutem as dinâmicas da memória, do esquecimento e das tecnologias digitais. Os resultados indicam que, embora a inteligência artificial seja uma ferramenta para simular e recriar o passado, sua atuação depende de uma estrutura narrativa que articula depoimentos humanos e contextos históricos para ressoar emocionalmente com o público. Além disso, constatamos que as recriações promovem tanto uma reconexão afetiva com o passado quanto um estranhamento, decorrente da artificialidade derivada das simulações. Este estudo contribui para o debate sobre o uso de tecnologias digitais no telejornalismo e seus impactos na preservação e ressignificação da memória. https://revistacomsoc.pt/index.php/revistacomsoc/article/view/6191memóriatelevisãointeligência artificialFantástico |
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