Conflitos físicos envolvendo ciclistas em Londrina (Paraná - Brasil)

Pautada em Vasconcellos (1985), a pesquisa compreende que o conflito físico é inerente à circulação urbana e tradicionalmente conhecido pela disputa de espaço, o que pode acarretar no desenvolvimento de sinistros de trânsito. O objetivo da pesquisa é compreender os conflitos físicos envolvendo cicli...

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Bibliographic Details
Main Author: Matheus Oliveira Martins da Silva
Format: Article
Language:Spanish
Published: Universidad de Buenos Aires, Facultad de Filosofía y Letras 2024-06-01
Series:Revista Transporte y Territorio
Subjects:
Online Access:http://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/rtt/article/view/11082
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Description
Summary:Pautada em Vasconcellos (1985), a pesquisa compreende que o conflito físico é inerente à circulação urbana e tradicionalmente conhecido pela disputa de espaço, o que pode acarretar no desenvolvimento de sinistros de trânsito. O objetivo da pesquisa é compreender os conflitos físicos envolvendo ciclistas na cidade de Londrina, Norte do Paraná, Sul do Brasil. A metodologia consiste na espacialização de sinistros, no recorte temporal de 2010 a 2020, a partir do registro de ocorrência de sinistros no banco de dados do SIATE (Paraná, 2020) utilizando-se a ferramenta Kernel Density Estimation em software de geoprocessamento e também por meio de trabalho de campo na malha cicloviária. Foi possível espacializar 3.221 sinistros envolvendo bicicletas classificadas em regiões de muito baixa à muito alta densidade de ocorrências a partir das variáveis “ano”, “gravidade”, “gênero”, “horário” e “veículo envolvido”. Os resultados apontam uma média de 292 ocorrências por ano, com cerca de 52% de ocorrências em cruzamentos. Em Londrina, ainda é necessário avançar na compreensão do que é uma infraestrutura cicloviária, que não deve contar apenas com ciclovias e ciclofaixas, mas com todos os equipamentos previstos no Programa Bicicleta Brasil (PBB), pois existem regiões com muito alta densidade de sinistros ainda que com malha cicloviária existente, o que pode ser explicado pelo grande volume de ciclistas que transitam nestas regiões.
ISSN:1852-7175