Qualidade da água envasada consumida no estado de São Paulo: análise de substâncias inorgânicas

Introdução: A disponibilidade de diferentes marcas de água envasada no mercado nacional, aliada ao crescente consumo pela população, acarreta a importância em avaliar a qualidade de sua composição química. Objetivo: Quantificar substâncias químicas inorgânicas (nutrientes e metais tóxicos) em amost...

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Main Authors: Márcia Liane Buzzo, Luciana Juncioni de Arauz, Maria de Fátima Henriques Carvalho, Lidiane Raquel Verola Mataveli
Format: Article
Language:English
Published: Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) 2024-10-01
Series:Vigilância Sanitária em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia
Subjects:
Online Access:https://visaemdebate.incqs.fiocruz.br/index.php/visaemdebate/article/view/2200
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description Introdução: A disponibilidade de diferentes marcas de água envasada no mercado nacional, aliada ao crescente consumo pela população, acarreta a importância em avaliar a qualidade de sua composição química. Objetivo: Quantificar substâncias químicas inorgânicas (nutrientes e metais tóxicos) em amostras de água envasada de procedências nacional e importada, consumidas no estado de São Paulo, em atendimento à legislação e aos compêndios; verificar os parâmetros de elementos inorgânicos apontados em rotulagem, bem como a ingestão diária recomendada. Método: As determinações foram realizadas por espectrometria de massas por plasma indutivamente acoplado. Resultados: A avaliação indicou que 93,5% do total de 107 amostras analisadas apresentou concentrações de elementos químicos inorgânicos de acordo com os valores máximos permitidos em legislação nacional para todos os analitos (96,5% para nacional e 81,0% para importada), sendo consideradas adequadas para o consumo humano. Resultados discordantes foram obtidos para 6,5% para os elementos cromo (2,3%) e selênio (1,2%) para água nacional, e cromo (19,0%) para água importada. Níveis acima dos limites recomendados por compêndios internacionais para a ingestão de sódio foi quantificado em amostra de água importada, podendo acarretar enfermidades ao organismo. Além disso, a variabilidade verificada entre os resultados experimentais e valores declarados nas tabelas de composição química (rotulagem) pode conduzir o consumidor a adquirir produto contendo informação inadequada, acarretando prejuízo à sua necessidade diária de ingestão. Conclusões: Os resultados gerados apontam para a importância do estabelecimento e da manutenção de programas de monitoramento contínuos no país, a fim de fiscalizar a qualidade sanitária de alimentos consumidos pela população e, assim, proteger a saúde da população.
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spelling doaj-art-2bb327195aae482f8ec942645f4869552025-08-20T03:39:44ZengFundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)Vigilância Sanitária em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia2317-269X2024-10-011210.22239/2317-269X.02200Qualidade da água envasada consumida no estado de São Paulo: análise de substâncias inorgânicasMárcia Liane Buzzo0https://orcid.org/0000-0003-1586-308XLuciana Juncioni de Arauz1https://orcid.org/0000-0003-2597-2423Maria de Fátima Henriques Carvalho2https://orcid.org/0000-0002-9703-1393Lidiane Raquel Verola Mataveli3https://orcid.org/0000-0003-4107-0569Núcleo de Contaminantes Inorgânicos, Centro de Contaminantes, Instituto Adolfo Lutz (IAL), São Paulo, SP, Brasil Núcleo de Contaminantes Inorgânicos, Centro de Contaminantes, Instituto Adolfo Lutz (IAL), São Paulo, SP, Brasil Núcleo de Contaminantes Inorgânicos, Centro de Contaminantes, Instituto Adolfo Lutz (IAL), São Paulo, SP, Brasil Núcleo de Contaminantes Inorgânicos, Centro de Contaminantes, Instituto Adolfo Lutz (IAL), São Paulo, SP, Brasil Introdução: A disponibilidade de diferentes marcas de água envasada no mercado nacional, aliada ao crescente consumo pela população, acarreta a importância em avaliar a qualidade de sua composição química. Objetivo: Quantificar substâncias químicas inorgânicas (nutrientes e metais tóxicos) em amostras de água envasada de procedências nacional e importada, consumidas no estado de São Paulo, em atendimento à legislação e aos compêndios; verificar os parâmetros de elementos inorgânicos apontados em rotulagem, bem como a ingestão diária recomendada. Método: As determinações foram realizadas por espectrometria de massas por plasma indutivamente acoplado. Resultados: A avaliação indicou que 93,5% do total de 107 amostras analisadas apresentou concentrações de elementos químicos inorgânicos de acordo com os valores máximos permitidos em legislação nacional para todos os analitos (96,5% para nacional e 81,0% para importada), sendo consideradas adequadas para o consumo humano. Resultados discordantes foram obtidos para 6,5% para os elementos cromo (2,3%) e selênio (1,2%) para água nacional, e cromo (19,0%) para água importada. Níveis acima dos limites recomendados por compêndios internacionais para a ingestão de sódio foi quantificado em amostra de água importada, podendo acarretar enfermidades ao organismo. Além disso, a variabilidade verificada entre os resultados experimentais e valores declarados nas tabelas de composição química (rotulagem) pode conduzir o consumidor a adquirir produto contendo informação inadequada, acarretando prejuízo à sua necessidade diária de ingestão. Conclusões: Os resultados gerados apontam para a importância do estabelecimento e da manutenção de programas de monitoramento contínuos no país, a fim de fiscalizar a qualidade sanitária de alimentos consumidos pela população e, assim, proteger a saúde da população. https://visaemdebate.incqs.fiocruz.br/index.php/visaemdebate/article/view/2200Água EnvasadaSubstâncias Químicas InorgânicasControle de Qualidade da ÁguaICP-MS
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