Entre utopias integradoras e utopias transgressoras: Foucault contra Marcuse
Este artigo pretende fazer uma primeira explicitação da crítica de Foucault às teses de Marcuse a propósito das relações entre capitalismo e repressão sexual. Para tanto, procuramos reconstituir a gênese dessa crítica, em especial aquelas que aparecem no primeiro volume da História da sexualidade,...
Saved in:
| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Federal do Ceará
2025-07-01
|
| Series: | Argumentos |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.periodicos.ufc.br/argumentos/article/view/95847 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| Summary: | Este artigo pretende fazer uma primeira explicitação da crítica de Foucault às teses de Marcuse a propósito das relações entre capitalismo e repressão sexual. Para tanto, procuramos reconstituir a gênese dessa crítica, em especial aquelas que aparecem no primeiro volume da História da sexualidade, de 1976, e que foram bastante comentadas. Tal gênese nos remete ao curso que Foucault ministra em Vincennes no primeiro semestre de 1969 e que só foram publicados na França em 2018 e no Brasil em 2021. Nesse curso, entre outros assuntos, Foucault discute criticamente a ideia de uma “utopia sexual” concomitante a do fim do capitalismo e, ao mesmo tempo refuta o posicionamento de Marcuse em relação à concepção de perversão. Segundo Foucault, tal posicionamento acabaria por desvirtuar a concepção freudiana de “perversão” em prol da ideia de uma sexualidade sadia e normalizada. Nessa perspectiva, a utopia sexual surgida nos anos 1960 e que ganhou sua máxima expressão no movimento de maio de 1968, não passaria de uma utopia conciliadora, que abandona toda ideia de transgressão.
|
|---|---|
| ISSN: | 1984-4247 1984-4255 |