A geometria como instrumento heurístico da reformulação da termodinâmica na representação de ciclos para a de potenciais

A história mostra que até a década de 1870, os ciclos, expostos pela análise diagramática, especialmente o ciclo de Carnot, eram os principais instrumentos heurísticos da Termodinâmica, tanto para a formulação de leis gerais quanto para a dedução de leis experimentais. A partir daí, esse instrument...

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Main Authors: Jojomar Lucena Silva, José Raimundo Novaes Chiappin
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2018-05-01
Series:Principia: An International Journal of Epistemology
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/principia/article/view/50501
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Summary:A história mostra que até a década de 1870, os ciclos, expostos pela análise diagramática, especialmente o ciclo de Carnot, eram os principais instrumentos heurísticos da Termodinâmica, tanto para a formulação de leis gerais quanto para a dedução de leis experimentais. A partir daí, esse instrumento cai em desuso com uma rapidez surpreendente, juntamente com a descoberta do fenômeno da transição de fase que se mostra refratária a ser subsumida à formulação da termodinâmica de ciclos. O objetivo do presente trabalho é mostrar as características e as consequências heurísticas da proposta de Gibbs de substituir a abordagem dos diagramas bidimensionais pela geometria de superfícies. A nova abordagem, trabalhada a partir do ambiente da termodinâmica de ciclos e que visava dar conta do fenômeno de transição de fase, dá origem à chamada formulação da termodinâmica de potenciais.
ISSN:1808-1711