A educação do campo no estado do Espírito Santo: os movimentos sociais e a materialização das lutas = The education field in the State of Espírito Santo: the social movements and the realization of struggles
O presente artigo tem como objetivo caracterizar a Educação do Campo no Espírito Santo, apresentando as experiências educacionais que se constitui como alternativa de resistência dos camponeses ao padrão de desenvolvimento estabelecido pelo capital, em uma estreita relação com a materialização das l...
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| Main Author: | |
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| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Editora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (EDIPUCRS)
2019-01-01
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| Series: | Revista Educação Por Escrito |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/porescrito/article/view/30380/19436 |
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| Summary: | O presente artigo tem como objetivo caracterizar a Educação do Campo no Espírito Santo, apresentando as experiências educacionais que se constitui como alternativa de resistência dos camponeses ao padrão de desenvolvimento estabelecido pelo capital, em uma estreita relação com a materialização das lutas travadas pelos movimentos sociais e a formação do educador nas escolas do campo, enquanto espaços de produção crítica, autônoma e emancipadora do conhecimento. A pesquisa documental foi desenvolvida, predominantemente, em acervos bibliográficos. Apoiamo-nos em uma perspectiva sociológica de investigação e explicação dos processos sociais de participação dos sujeitos camponeses, enquanto seres históricos e culturais. Entre as fontes de investigação, utilizamos legislações, portarias, decretos e referenciais teóricos sobre Educação do Campo, em especial, Arroyo e Fernandes (1999); Brandão (1984) e Caldart (2002). Dentre as iniciativas pesquisadas, destacamos: o Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes), as Escolas Comunitárias Rurais (Ecors), a Regional das Associações dos Centros Familiares de Formação em Alternância do Espírito Santo (Raceffaes), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Espírito Santo (Fetaes), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), a Educação Indígena, Educação Quilombola e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Compreendemos que essas entidades e movimentos sociais, há décadas presentes no Espírito Santo, com projetos vinculados ao campesinato capixaba, afirmam propostas pedagógicas sintetizadas a partir das contradições históricas que situam o homem e a mulher do campo como sujeitos de direitos
Nesse contexto, os elementos que movem o processo de ensino e de aprendizagem são retirados da realidade concreta e, desse modo, não há possibilidade de desvincular a luta pela terra e a educação, sejam quais forem os espaços em que essas experiências se materializam |
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| ISSN: | 2179-8435 |