A tensão permanente entre expansão e crise do capitalismo: As Revoluções Tecnológicas e as bolhas Financeiras
Partindo do conceito de paradigmas tecno-econômico desenvolvido por Freeman e Perez (1988) e pela articulação entre o capital produtivo e financeiro (Perez, 2002) na consolidação de cada Revolução Tecnológica associada, este ensaio articula inovação e bolhas financeiras. Nas quatro primeiras Revolu...
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| Format: | Article |
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| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2018-01-01
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| Series: | Textos de Economia |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/economia/article/view/53691 |
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Partindo do conceito de paradigmas tecno-econômico desenvolvido por Freeman e Perez (1988) e pela articulação entre o capital produtivo e financeiro (Perez, 2002) na consolidação de cada Revolução Tecnológica associada, este ensaio articula inovação e bolhas financeiras. Nas quatro primeiras Revoluções Tecnológicas – Era da Mecanização; Era do Vapor e das Ferrovias; Era da Engenharia Pesada, Aço e Eletricidade; e Era do Óleo, Automóvel e Produção em Massa – o capital financeiro foi responsável pela especulação econômica relacionada às inovações e à construção de uma nova infraestrutura industrial. O capital produtivo assumiu a liderança da construção da infraestrutura industrial a partir da forte especulação e do descolamento dos preços dos ativos da economia real, isto é, a partir da geração de uma bolha financeira. Diferentemente, a quinta Revolução Tecnológica – Era da Microeletrônica – alterou a dinâmica das Revoluções Tecnológicas anteriores: a financeirização da economia modificou a lógica da relação entre o capital produtivo e o capital financeiro. Em outras palavras, o capital produtivo não se sobrepôs ao capital financeiro, o que pode ser explicado por profundas transformações estruturais.
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| publisher | Universidade Federal de Santa Catarina |
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