Avaliação da oxidação lipídica e composição físico-química de suplementos de ômega-3 em simulação gastrointestinal in vitro

Objetivo: Nos últimos anos, a simulação gastrointestinal in vitro tem se destacado como um método essencial para compreender a interação dos alimentos no trato gastrointestinal. Este estudo pioneiro investigou a composição físico-química e a oxidação lipídica de suplementos de óleo de ômega-3, ident...

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Main Authors: Rafaela Vitória Utteich, Ilizandra Aparecida Fernandes, Marcieli Peruzzolo, Janine Martinazzo, Clarice Steffens
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercício 2024-12-01
Series:Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento
Subjects:
Online Access:https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/2541
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Description
Summary:Objetivo: Nos últimos anos, a simulação gastrointestinal in vitro tem se destacado como um método essencial para compreender a interação dos alimentos no trato gastrointestinal. Este estudo pioneiro investigou a composição físico-química e a oxidação lipídica de suplementos de óleo de ômega-3, identificados como óleo 1 e óleo 2, adquiridos localmente. Materiais e Métodos:  A pesquisa, fundamentada em critérios de embalagem, certificação IFOS, concentrações de EPA e DHA, e presença de vitamina E, enfocou a simulação in vitro do trato gastrointestinal para uma avaliação detalhada do comportamento desses suplementos. Foram realizadas análises físico-químicas, incluindo índices de peróxido, acidez, iodo, éster, refração e saponificação. Para avaliar a digestibilidade in vitro, o estudo simulou o processo digestivo em etapas representativas do trato gastrointestinal, analisando a oxidação por meio de substâncias reativas ao Ácido Tiobarbitúrico (TBARS). Resultados: Durante a simulação do sistema digestório, a absorção de ácidos graxos foi mais proeminente no intestino delgado. Observou-se discrepâncias entre as amostras no contato com o íleo, indicando uma maior oxidação lipídica no óleo 2 em comparação com o óleo 1. A etapa do cólon descendente (48h) revelou a maior oxidação dos óleos, sugerindo a necessidade de estudos adicionais para compreender melhor o metabolismo dos ácidos graxos. Conclusão: Com base nos resultados, a digestibilidade do ômega-3 variou em diferentes fases do sistema gastrointestinal simulado, com absorção notável no intestino delgado e maior oxidação no cólon descendente para ambas as amostras. A diferença de oxidação entre os óleos sugere variações na estabilidade dos compostos.
ISSN:1981-9919