Avaliação da Funcionalidade dos Membros Superiores, Qualidade de Vida e Fadiga no Pós-operatório de Mulheres com Câncer de Mama em um Hospital de Referência na Amazônia

Introdução: O câncer de mama gera impactos significativos na funcionalidade dos membros superiores (MMSS) em razão do tratamento e suas complicações. Objetivo: Avaliar a funcionalidade dos MMSS, qualidade de vida e fadiga de mulheres com câncer de mama na Região Amazônica. Método: Estudo transversa...

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Main Authors: Myara Cristiny Monteiro Cardoso, Rayssa da Silva Araújo, Jaqueline Pinheiro da Silva, Rayane de Nazaré Monteiro Brandão, Saul Rassy Carneiro
Format: Article
Language:English
Published: Instituto Nacional de Câncer (INCA) 2025-08-01
Series:Revista Brasileira de Cancerologia
Subjects:
Online Access:https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/5271
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Description
Summary:Introdução: O câncer de mama gera impactos significativos na funcionalidade dos membros superiores (MMSS) em razão do tratamento e suas complicações. Objetivo: Avaliar a funcionalidade dos MMSS, qualidade de vida e fadiga de mulheres com câncer de mama na Região Amazônica. Método: Estudo transversal realizado com 42 participantes. Foram coletados dados da anamnese e dos questionários de qualidade de vida Functional Assessment of Cancer Therapy-General (FACT-G) e Functional Assessment of Cancer Therapy-Breast plus Arm Morbidity (FACT B+4), de fadiga com Functional Assessment of Cancer Therapy-Fatigue (FACT-F), funcionalidade com Quick Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (QuickDASH) e da força muscular com dinamômetro isocinético. Foram utilizados a correlação de Spearman e o teste de Wilcoxon. Resultados: Foram submetidas à cirurgia conservadora 71,4% das participantes. O QuickDASH apresentou correlação com o FACT-B+4 (r = -0,796), FACT-G (r = -0,781) e FACT-F (r = -0,815). O FACT-F correlacionou-se com o FACT-G (r = 0,949) e com o FACT-B+4 (r = 0,903). Houve diferença significativa na força muscular isocinética entre o lado operado e o não operado. A força isocinética apresentou correlação com a dor e o tempo pós-cirúrgico, contudo não apresentou com o estadiamento clínico e o QuickDASH. Conclusão: A funcionalidade dos MMSS está associada à fadiga e à qualidade de vida, e não com a força isocinética. Houve diferença significativa entre o lado operado e o não operado. O tipo de cirurgia, dor e o tempo pós-cirúrgico influenciaram na força isocinética em mulheres com câncer de mama.
ISSN:0034-7116
2176-9745