Os novos desafios da enfermagem na cirurgia de ambulatório
A Cirurgia de Ambulatório (CA) está definida como uma “intervenção cirúrgica programada, realizada sob anestesia geral, loco-regional ou local que, embora habitualmente efetuada em regime de internamento, pode ser realizada em instalações próprias, com segurança e de acordo com as atuais legis arti...
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|---|---|
| Format: | Article |
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| Published: |
Instituto Politécnico de Viseu
2024-12-01
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| Series: | Millenium |
| Online Access: | https://revistas.rcaap.pt/millenium/article/view/39338 |
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| author | Ricardo Cruz |
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A Cirurgia de Ambulatório (CA) está definida como uma “intervenção cirúrgica programada, realizada sob anestesia geral, loco-regional ou local que, embora habitualmente efetuada em regime de internamento, pode ser realizada em instalações próprias, com segurança e de acordo com as atuais legis artis, em regime de admissão e alta no período inferior a vinte e quatro horas” (Portaria nº 132/2009 de 30 de janeiro, artigo 3º, ponto 1, pág. 660). Esta modalidade cirúrgica apresenta múltiplas vantagens, reconhecidas internacionalmente, tanto a nível económico, pela redução de custos hospitalares e menor morbilidade associada, como a nível organizacional, permitindo uma redução do tempo de espera para cirurgias (Pinto et al., 2020).
A visão inovadora da CA, atualmente destacada como um modelo organizativo, apresenta uma multiplicidade de vantagens para todos os intervenientes, nomeadamente para os utentes, já que lhes permite convalescer em ambiente familiar, além de promover uma integração socioprofissional mais rápida (Sarmento et al., 2013).
No início do século XXI eram inequívocas a baixa eficiência operacional e a deficiente gestão dos recursos humanos e técnicos das organizações públicas de saúde em Portugal. Os profissionais de saúde encontravam-se desmotivados com as condições de trabalho e com as suas carreiras e os utentes estavam insatisfeitos com os serviços prestados e com os longos tempos de espera para consultas, exames e cirurgias (Major & Magalhães, 2014). Estes fatores, associados à necessidade de contenção da despesa pública, levaram à empresarialização dos hospitais públicos com o intuito de melhorar a sua gestão e performance. A adoção de modelos empresariais na gestão dos hospitais públicos em Portugal permitiu a introdução de novas práticas de gestão. Assim, foram introduzidos elementos de gestão capazes de acompanhar e controlar a atividade dos hospitais de natureza de Entidade Pública Empresarial (EPE) focando-se na cultura de gestão por objetivos e de responsabilização por resultados, na melhoria da qualidade e da eficiência operacional, na promoção do mérito e do desenvolvimento pessoal e na melhoria da comunicação (Campos, 2019).
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| issn | 0873-3015 1647-662X |
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