Práticas de assistência ao parto e nascimento durante a pandemia de COVID-19

Objetivo: identificar, na literatura, quais foram as práticas obstétricas utilizadas durante o período da pandemia de COVID-19. Método: realizou-se uma revisão sistemática da literatura, por meio de busca nas bases de dados PubMed (MEDLINE) e Embase, no período de 2020 a 2024, seguindo as diretrize...

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Main Authors: Thalita Beatriz Santos Maciel, Mery Natali Silva Abreu, Janaina Fonseca Almeida Souza, Ana Paula Vieira Faria, Carolina Machado Moreira, Thales Philipe Rodrigues da Silva, Fernanda Penido Matozinhos
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Minas Gerais 2025-06-01
Series:REME: Revista Mineira de Enfermagem
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/55843
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description Objetivo: identificar, na literatura, quais foram as práticas obstétricas utilizadas durante o período da pandemia de COVID-19. Método: realizou-se uma revisão sistemática da literatura, por meio de busca nas bases de dados PubMed (MEDLINE) e Embase, no período de 2020 a 2024, seguindo as diretrizes PRISMA. Encontraram-se 2.505 referências na busca inicial e, após a triagem, 14 estudos foram incluídos na síntese narrativa, utilizando-se a metodologia Synthesis Without Meta-Analysis (SWiM). Resultados: os estudos indicaram que, durante a pandemia, houve um aumento na implementação de práticas recomendadas no parto, como oferta de dieta e métodos não farmacológicos para alívio da dor. As intervenções não recomendadas, como o uso de episiotomia e ocitocina, diminuíram significativamente. No entanto, as taxas de cesarianas permaneceram estáveis na maioria dos estudos, com exceção de alguns casos nos quais houve aumento, justificado pela busca de maior segurança para o binômio mãe-bebê. Conclusão: a pandemia de COVID-19 impactou significativamente a organização da assistência à gestante, parturiente e ao recém-nascido. Em diferentes contextos internacionais, constatou-se a adoção de intervenções obstétricas consideradas desnecessárias. Isso reforça a necessidade de sensibilização contínua dos profissionais envolvidos na atenção obstétrica e perinatal. Portanto, é essencial fortalecer estratégias que favoreçam a autonomia da mulher e sua participação ativa como sujeito central no cuidado em saúde.
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