Funcionalidade familiar: relação com o grau de dependência à nicotina

Introdução: As relações entre os indivíduos são construídas, ao longo do ciclo vital, influenciam a funcionalidade da família, sendo relevantes para a unidade dos membros e função de qualquer família. Desta forma, a boa funcionalidade familiar (FF) promove a manutenção e integridade físico-psicológ...

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Main Authors: Carla Alexandra Silva Pombo Soares, Juliana Sofia Ortiga Nogueira, Nadirlene Pereira Gomes, Amâncio António de Sousa Carvalho
Format: Article
Language:English
Published: Asociación Nacional de Psicología Evolutiva y Educativa de la Infancia Adolescencia Mayores y Discapacidad 2024-12-01
Series:INFAD
Subjects:
Online Access:https://revista.infad.eu/index.php/IJODAEP/article/view/2743
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Description
Summary:Introdução: As relações entre os indivíduos são construídas, ao longo do ciclo vital, influenciam a funcionalidade da família, sendo relevantes para a unidade dos membros e função de qualquer família. Desta forma, a boa funcionalidade familiar (FF) promove a manutenção e integridade físico-psicológica dos membros da família, garantindo o bem-estar e estilos de vida promotores de saúde. Objetivo: Analisar a relação entre a FF e o grau de dependência à nicotina. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo-correlacional, transversal e de abordagem quantitativa, no qual participaram 364 utentes de uma Unidade de Saúde Familiar (USF), do norte de Portugal. Na recolha de dados utilizámos um questionário online, tendo os dados resultantes da sua aplicação sido tratados através do software SPSS 29.0, com recurso à estatística descritiva e inferencial. Resultados: Do total da amostra (n= 364) a maioria dos utentes respondentes, membros de uma família, era do sexo feminino (69,0%), pertencia ao grupo etário dos 34-44 anos (62,4%), detinha o estado civil de casado (63,7%) e possuía como habilitações literárias o Ensino superior (60,7%). A maioria da amostra percecionava a sua família com altamente funcional (76,4%), dos quais 21,2% eram consumidores de tabaco e o maior grupo destes utentes (n=77) foi classificado com um grau de dependência à nicotina Muito Baixo (36,4%). Não se verificaram diferenças estatísticas significativas entre a pontuação da FF e o grau de dependência à nicotina (Kruskal-Wallis: p ≥0,127). Conclusões: A maioria dos utentes perceciona ter uma família altamente funcional, sendo que a maioria da amostra foi classificada no grau Muito baixo e Baixo de dependência à nicotina. Não existe relação entre a perceção da FF e o grau de dependência à nicotina. No entanto existem algumas famílias com perceção de Disfunção severa que é necessário acompanhar e promover intervenções para a melhoria da FF. 
ISSN:0214-9877
2603-5987