A ambiguidade em “Famigerado” e o lógos como senhor poderoso

O artigo tem o objetivo de verificar a possibilidade de estabelecer um diálogo entre os discursos apresentados no conto “Famigerado”, do escritor mineiro João Guimarães Rosa, e a perspectiva de Górgias de Leontini sobre o lógos, conforme o apresenta no Elogio de Helena. Para alcançar o objetivo pro...

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Main Authors: Juliana Santana, Roberto Antônio Penedo do Amaral
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 2021-11-01
Series:Perspectiva Filosófica
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/perspectivafilosofica/article/view/248792
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Description
Summary:O artigo tem o objetivo de verificar a possibilidade de estabelecer um diálogo entre os discursos apresentados no conto “Famigerado”, do escritor mineiro João Guimarães Rosa, e a perspectiva de Górgias de Leontini sobre o lógos, conforme o apresenta no Elogio de Helena. Para alcançar o objetivo proposto pelo estudo, iniciamos com a indicação das ambiguidades presentes no conto de Guimarães Rosa. Em seguida, essas indicações nos permitiram perceber as ambiguidades presentes igualmente na teoria exposta no Elogio de Helena, tomando lógos ora como discurso, ora como palavra, sempre na condição de um senhor poderoso. Essa constatação nos levou ao último movimento do estudo, no qual pudemos associar as perspectivas sobre os lógoi propostas por Górgias e aquelas do discurso e das palavras que compõem a trama do conto rosiano em apreço. Deste modo, o desenvolvimento da discussão por nós proposta ao longo deste artigo aponta para afirmativamente a possibilidade de diálogo entre os textos estudados, pois tanto a configuração de “Famigerado” quanto a do Elogio de Helena e dos testemunhos sobre o pensamento de Górgias permitem estabelecer o lógos como um senhor poderoso.  
ISSN:0104-6454
2357-9986