Inquérito telefónico sobre a utilização de medicina herbal em Portugal e aferição da validade científica dos usos reportados

Introdução: Portugal tem uma longa tradição de uso de plantas e preparações à base de plantas com fins medicinais (PM), mas poucos estudos sobre a sua utilização nos dias de hoje. O exercício profissional da fitoterapia foi regulamentado recentemente, podendo garantir mais eficácia e segurança à po...

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Main Authors: Rui Aguiar, Ana Cid Conceição, Ana Rita Fernandes, Bruna Lisandra Macedo, João Pedro Pinto, Paula Morgado Esteves
Format: Article
Language:English
Published: Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia - RACS 2024-10-01
Series:RevSALUS
Subjects:
Online Access:https://revsalus.com/index.php/RevSALUS/article/view/843
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description Introdução: Portugal tem uma longa tradição de uso de plantas e preparações à base de plantas com fins medicinais (PM), mas poucos estudos sobre a sua utilização nos dias de hoje. O exercício profissional da fitoterapia foi regulamentado recentemente, podendo garantir mais eficácia e segurança à população. Objetivos: 1. Avaliar a utilização de PM em Portugal, incluindo as atitudes, comportamentos, fontes de informação, métodos de aquisição e funções na gestão da saúde das PM, bem como identificar as plantas mais utilizadas e as condições visadas. 2. Aferir a validade destas utilizações face à evidência científica existente. Material e métodos: foi realizada uma entrevista estruturada por telefone, e os seus resultados analisados. Resultados: a amostra foi de 272 indivíduos. As PM são consideradas adequadas principalmente para prevenção ou problemas de saúde menores. O conhecimento familiar serve como principal fonte de informação e os supermercados/lojas de ervas como principais locais de aquisição, sendo o ‘chá’ a forma preferida. Foram relatados apenas dois casos de efeitos adversos de fraca gravidade. As condições comumente visadas incluem gripe, constipação, tosse, desconforto digestivo e insónia. As plantas mais utilizadas são: eucalipto, sabugueiro, tomilho, limão, hortelã-pimenta, equinácea, cidreira, camomila, valeriana e passiflora. Conclusões: as PM são usadas sobretudo para patologias ligeiras e gestão de situações crónicas. Os usos reportados são maioritariamente suportados pela evidência científica. Seria importante uma maior atenção da comunidade médica em relação ao uso de plantas medicinais pelos pacientes, idealmente em colaboração com os profissionais de fitoterapia e naturopatia. 
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spelling doaj-art-24e4630ccf7744a79286c2da409bc5dd2025-08-20T03:29:04ZengRede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia - RACSRevSALUS2184-48602184-836X2024-10-016310.51126/revsalus.v6i3.843Inquérito telefónico sobre a utilização de medicina herbal em Portugal e aferição da validade científica dos usos reportadosRui Aguiar0https://orcid.org/0009-0001-9995-4845Ana Cid Conceição1https://orcid.org/0009-0000-4593-389XAna Rita Fernandes2https://orcid.org/0009-0000-7325-7630Bruna Lisandra Macedo3https://orcid.org/0009-0006-5081-2156João Pedro Pinto4https://orcid.org/0009-0009-1426-9784Paula Morgado Esteves5https://orcid.org/0009-0007-7462-9716Escola de Medicina Tradicional Chinesa, Lisboa, PortugalEscola de Medicina Tradicional Chinesa, Lisboa, PortugalEscola de Medicina Tradicional Chinesa, Lisboa, PortugalEscola de Medicina Tradicional Chinesa, Lisboa, PortugalEscola de Medicina Tradicional Chinesa, Lisboa, Portugal.Escola de Medicina Tradicional Chinesa, Lisboa, Portugal. Introdução: Portugal tem uma longa tradição de uso de plantas e preparações à base de plantas com fins medicinais (PM), mas poucos estudos sobre a sua utilização nos dias de hoje. O exercício profissional da fitoterapia foi regulamentado recentemente, podendo garantir mais eficácia e segurança à população. Objetivos: 1. Avaliar a utilização de PM em Portugal, incluindo as atitudes, comportamentos, fontes de informação, métodos de aquisição e funções na gestão da saúde das PM, bem como identificar as plantas mais utilizadas e as condições visadas. 2. Aferir a validade destas utilizações face à evidência científica existente. Material e métodos: foi realizada uma entrevista estruturada por telefone, e os seus resultados analisados. Resultados: a amostra foi de 272 indivíduos. As PM são consideradas adequadas principalmente para prevenção ou problemas de saúde menores. O conhecimento familiar serve como principal fonte de informação e os supermercados/lojas de ervas como principais locais de aquisição, sendo o ‘chá’ a forma preferida. Foram relatados apenas dois casos de efeitos adversos de fraca gravidade. As condições comumente visadas incluem gripe, constipação, tosse, desconforto digestivo e insónia. As plantas mais utilizadas são: eucalipto, sabugueiro, tomilho, limão, hortelã-pimenta, equinácea, cidreira, camomila, valeriana e passiflora. Conclusões: as PM são usadas sobretudo para patologias ligeiras e gestão de situações crónicas. Os usos reportados são maioritariamente suportados pela evidência científica. Seria importante uma maior atenção da comunidade médica em relação ao uso de plantas medicinais pelos pacientes, idealmente em colaboração com os profissionais de fitoterapia e naturopatia.  https://revsalus.com/index.php/RevSALUS/article/view/843Inquéritomedicinal herbalfitoterapiaplantas medicinaisPortugal
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