ERRÂNCIAS ESTÉTICAS: SURREALISMO, SITUACIONISMO E ARTE RADICANTE

Esse artigo caracteriza o projeto moderno na arte e na arquitetura pela esperança de reconciliação entre arte e vida, destacando, em seu interior, o intento de tomar o “caminhar como prática estética”; como nas vagâncias dadá-surreais dos anos 1910 e 1920, herdadas da flânerie baudelaireana do sécul...

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Main Author: Ricardo Nascimento Fabbrini
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual Paulista (UNESP) 2016-01-01
Series:Kínesis
Subjects:
Online Access:https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/5700
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Description
Summary:Esse artigo caracteriza o projeto moderno na arte e na arquitetura pela esperança de reconciliação entre arte e vida, destacando, em seu interior, o intento de tomar o “caminhar como prática estética”; como nas vagâncias dadá-surreais dos anos 1910 e 1920, herdadas da flânerie baudelaireana do século XIX; nas deambulações situacionistas e nas peregrinações da land art, dos anos 1960 e 1970; e, no período dito pós-vanguardista, no nomadismo dos artistas radicantes, na expressão de Nicolas Bourriaud, dos anos 1990 e 2000. Mostramos, por fim, que embora o artista radicante compartilhe com as vanguardas o objetivo de produzir a vida cotidiana como obra de arte, delas se distancia porque não é movido pelo intento de libertar a potência revolucionária do desejo, abrindo-se à imponderabilidade do devir, mas pela ideia de trocas culturais enquanto prática intersubjetiva conforme o paradigma contemporâneo da comunicação.
ISSN:1984-8900