Fatores associados à prevalência de infecções sexualmente transmissíveis no ciclo gravídico puerperal: revisão de escopo

Objetivo: Este estudo buscou revisar as evidências disponíveis na literatura sobre a prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em gestantes e puérperas, bem como avaliar a associação dessas infecções com desfechos adversos à saúde materna e neonatal. Método: Realizou-se uma revisão...

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Main Authors: Gustavo Gonçalves dos Santos, Tâmela Costa
Format: Article
Language:English
Published: Zeppelini Editorial e Comunicacao 2024-12-01
Series:DST
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Online Access:https://bjstd.org/revista/article/view/1438
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author Gustavo Gonçalves dos Santos
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description Objetivo: Este estudo buscou revisar as evidências disponíveis na literatura sobre a prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em gestantes e puérperas, bem como avaliar a associação dessas infecções com desfechos adversos à saúde materna e neonatal. Método: Realizou-se uma revisão de escopo seguindo as diretrizes do Instituto Joanna Briggs (JBI), que abrangeu nove etapas, incluindo o desenvolvimento da pergunta, a seleção das fontes de evidência, a extração e análise dos dados. A pesquisa foi realizada em bases de dados como CINAHL, EMBASE, LILACS, PUBMED/MEDLINE, Scopus e Web of Science, utilizando uma estratégia de busca composta por descritores controlados e não controlados. Os estudos selecionados foram revisados e classificados segundo níveis de evidência. Resultados: A revisão identificou que ISTs, como sífilis, HIV e hepatite B, possuem alta prevalência entre gestantes, especialmente em regiões de menor desenvolvimento socioeconômico e em populações vulneráveis. Estas infecções estão associadas a complicações obstétricas graves, incluindo prematuridade, baixo peso ao nascer, infecção congênita e mortalidade neonatal. Os fatores de risco incluem a falta de acesso a serviços de saúde de qualidade e comportamentos sexuais de risco, como o uso inconsistente de preservativos. Conclusão: A prevalência significativa de ISTs e os desfechos adversos associados indicam a necessidade de políticas de saúde pública focadas na prevenção, diagnóstico e tratamento dessas infecções em gestantes. Estratégias de intervenção mais eficazes e estudos adicionais são recomendados para diminuir a transmissão vertical de ISTs e melhorar os desfechos maternos e neonatais. Palavras-chave: Infecções Sexualmente Transmissíveis, Saúde da Mulher, Saúde Sexual, Transmissão Vertical de Doenças Infecciosas, Vulnerabilidade Sexual
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