Contribuição ao estudo da hipsarritmia

Resumindo as principais contribuições que resultaram na conceituação atual da hipsarritmia, destacam os autores a noção de que não constitui ela uma entidade clínica determinada, mas uma sindrome eletroclínica especial, própria da primeira infância, e cujo diagnóstico só pode ser firmado à luz do tr...

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Main Authors: Ana Maria Fisch, Clovis Oliveira, Ismar Fernandes
Format: Article
Language:English
Published: Thieme Revinter Publicações 1966-03-01
Series:Arquivos de Neuro-Psiquiatria
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1966000100004&lng=en&tlng=en
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author Ana Maria Fisch
Clovis Oliveira
Ismar Fernandes
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issn 1678-4227
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spelling doaj-art-1beadacc408a454e983d5a68eb9ca0422025-08-20T02:01:51ZengThieme Revinter PublicaçõesArquivos de Neuro-Psiquiatria1678-42271966-03-01241152710.1590/S0004-282X1966000100004S0004-282X1966000100004Contribuição ao estudo da hipsarritmiaAna Maria Fisch0Clovis Oliveira1Ismar Fernandes2Universidade Federal do Estado do Rio de JaneiroUniversidade Federal do Estado do Rio de JaneiroUniversidade Federal do Estado do Rio de JaneiroResumindo as principais contribuições que resultaram na conceituação atual da hipsarritmia, destacam os autores a noção de que não constitui ela uma entidade clínica determinada, mas uma sindrome eletroclínica especial, própria da primeira infância, e cujo diagnóstico só pode ser firmado à luz do traçado eletrencefalográfico característico. Analisam a variedade de fatôres etiológicos à maneira do que ocorre com as encefalopatias infantis em geral, chamando a atenção para a importância do fator etário, das condições traumáticas e do problema da anóxia cerebral neonatorum. Necessária ênfase é conferida ao fenômeno da maturação encefálica que explica, segundo o consenso dos autores modernos, as características peculiares da síndrome. A hipsarritmia pode instalar-se em indivíduo previamente são ou em encefalopata, tendo evolução variável, pois tanto pode evolver favoràvelmente, o que é mais raro, como modificar-se, seja no sentido da epilepsia focal ou outra forma de epilepsia, o que é mais comum, ou, então, permanecer inalterada. Essa evolução - a história natural da hipsarritmia - é apreciada especialmente sob o aspecto eletrencefalográfico, o qual pode, ou não, ser acompanhado de correspondente evolução clínica. A sintomatologia é variável, sendo de notar a grande dominância das crises de espasmos em flexão. Sendo pobre o subsídio anátomo-patológico da condição, os autores, a êsse propósito, apenas acrescentam os dados referentes à necropsia de um dos seus casos, com achados inespecíficos. O prognóstico, na maioria das vêzes mau, pode variar, especialmente após o uso do ACTH. O tratamento é difícil, freqüentemente desapontador. As melhores respostas são obtidas com o ACTH e, algumas vêzes, com os antibióticos e medicação sintomática, porém, quase sempre reaparece a sintomatologia, se suprimida a medicação que, por outro lado, nem sempre pode ser continuada.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1966000100004&lng=en&tlng=en
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