Gusher perilinfático: Complicação imprevisível de cirurgia estapédica

O gusher perilinfático (GP) é uma complicação conhecida da cirurgia estapédica. O fluxo de perilinfa de facto corresponde a líquido cefalorraquidiano (LCR) que tem acesso ao vestíbulo e deste ao ouvido médio, tornando difícil completar a cirurgia e obter um bom resultado auditivo. Alguns casos estar...

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Main Authors: Miguel Viana, Sara Cruz, Paula Azevedo, Delfim Duarte, Manuel Rodrigues e Rodrigues
Format: Article
Language:English
Published: Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery 2012-06-01
Series:Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Subjects:
Online Access:https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2578
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Description
Summary:O gusher perilinfático (GP) é uma complicação conhecida da cirurgia estapédica. O fluxo de perilinfa de facto corresponde a líquido cefalorraquidiano (LCR) que tem acesso ao vestíbulo e deste ao ouvido médio, tornando difícil completar a cirurgia e obter um bom resultado auditivo. Alguns casos estarão associados a surdez familiar ligada ao X tipo 3 (DFN3). Apresentam-se três casos clínicos de GP em doentes submetidos a estapedotomia, um num doente com hipoacusia unilateral, o segundo numa doente previamente submetida a estapedotomia contralateral com sucesso, e o último num caso de cirurgia de revisão em que não se havia verificado fuga de perilinfa na primeira cirurgia. O GP apresentou-se como uma complicação imprevisível da cirurgia estapédica. O controlo do fluxo perilinfático inclui para além da selagem da janela oval se possível com colocação de prótese, o uso de métodos que permitam diminuir a pressão do LCR. Num doente do sexo masculino com hipoacusia mista, história de surdez familiar e reflexos estapédicos presentes deve-se suspeitar de surdez familiar ligada ao X, sendo que o TC de cortes finos permite avaliar alargamento do CAI ou outras malformações vestibulares. Na ausência de história familiar, é difícil determinar no pré-operatório quais os doentes em risco.
ISSN:2184-6499