Estudo eletrofisiológico do nervo cutâneo dorsal lateral: aplicabilidade técnica e valores de referência
O estudo da condução neural dos segmentos mais distais dos nervos mais longos pode ser capaz de reconhecer mais precocemente as alterações oriundas da maioria das polineuropatias. O objetivo deste estudo, foi verificar a aplicabilidade técnica do exame de condução ortodrômica do ramo cutâneo dorsal...
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| Main Authors: | , |
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Thieme Revinter Publicações
2000-01-01
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| Series: | Arquivos de Neuro-Psiquiatria |
| Subjects: | |
| Online Access: | http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2000000200009 |
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| Summary: | O estudo da condução neural dos segmentos mais distais dos nervos mais longos pode ser capaz de reconhecer mais precocemente as alterações oriundas da maioria das polineuropatias. O objetivo deste estudo, foi verificar a aplicabilidade técnica do exame de condução ortodrômica do ramo cutâneo dorsal do nervo sural (nervo cutâneo dorsal lateral) em pessoas saudáveis, padronizar os valores normais para serem utilizados como referência e comparar seus valores com os do nervo sural na perna. Quarenta e cinco pessoas com idade média de 41,56 anos (19-75) foram avaliadas, com registro de potenciais de ação de nervo sensitivo nos noventa pés. O eletrodo de captação foi colocado inferior e posteriormente ao maléolo lateral e a estimulação realizada 10 cm distalmente na face dorso-lateral dos pés. O valor médio para a velocidade de condução do nervo sural cutâneo dorsal encontrado foi 47,35 ± 4,8 m/s e para a amplitude, 4,19 ± 1,9 miV. A velocidade de condução do segmento distal foi 14% inferior à do proximal. A amplitude média dos potenciais de ação sensitivos do segmento distal foi 73% aquém daquela obtida no segmento proximal. Os resultados confirmam a possibilidade técnica de se estudar o ramo cutâneo dorsal do nervo sural e sugerem que o limite mínimo de normalidade para sua velocidade de condução, após correção para a temperatura de 34ºC, seja 38 m/s. Diferenças na amplitude e velocidade de condução devem ser consideradas entre grupos etários. |
|---|---|
| ISSN: | 0004-282X 1678-4227 |