Teoria da Autoeficácia de Bárbara Resnick e Ética na Enfermagem: Reflexões de uma Situação Clínica

Introdução: Doença crónica é definida como uma condição de caráter prolongado (Organização Mundial da Saúde, 2024). A Teoria da Autoeficácia de Barbara Resnick (2014) realça a importância da confiança do indivíduo na capacidade de gerir a sua adaptação à doença crónica. Este ensaio analisa a aplica...

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Main Authors: Anabela Reis, Ana Manuela Lopes, Carla Ferreira, João Tomás, Isabel Rabiais, Luís Sousa, Helena José
Format: Article
Language:English
Published: Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia - RACS 2025-08-01
Series:RevSALUS
Subjects:
Online Access:https://revsalus.com/index.php/RevSALUS/article/view/1075
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Description
Summary:Introdução: Doença crónica é definida como uma condição de caráter prolongado (Organização Mundial da Saúde, 2024). A Teoria da Autoeficácia de Barbara Resnick (2014) realça a importância da confiança do indivíduo na capacidade de gerir a sua adaptação à doença crónica. Este ensaio analisa a aplicação desta teoria na prática clínica, articulando-a com a dimensão ético-deontológica da profissão e uma experiência vivenciada no acompanhamento à pessoa em situação de doença crónica com baixa adesão ao regime terapêutico. Objetivo: Refletir sobre como a autoeficácia pode influenciar a adesão ao tratamento e definir a responsabilidade do Enfermeiro Especialista na promoção da autonomia do cliente, através de estratégias que favoreçam a sua crença na capacidade de gerir a doença e tomar decisões informadas. Material e Métodos: Análise teórico-reflexiva e aplicação a um caso real, considerando os princípios éticos da enfermagem, como o respeito pela autonomia e a humanização dos cuidados. Resultados: A partir do caso clínico relatado, verifica-se que a capacitação do cliente e o reforço positivo são estratégias essenciais para melhorar a adesão terapêutica. A Teoria da Autoeficácia permite ao Enfermeiro Especialista intervir de forma mais eficaz, promovendo um ambiente terapêutico que favorece a motivação e o envolvimento ativo do cliente no seu tratamento. Conclusões: A integração desta teoria na prática clínica pode contribuir para um cuidado mais humanizado, ético e centrado na pessoa, reforçando a importância do Enfermeiro Especialista como facilitador do processo de adaptação à doença crónica.
ISSN:2184-4860
2184-836X