A representação do sujeito diaspórico em O livro dos negros, de Lawrence Hill

As neonarrativas de escravidão surgiram no cenário literário norte-americano com a publicação de Jubilee, de Margaret Walker (1966), porém só tiveram efetivo reconhecimento nos anos oitenta, com o lançamento de Beloved, de Toni Morrison (1987). Concebidas como “romances contemporâneos que assumem a...

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Main Author: Shirley de Souza Gomes Carreira
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2021-01-01
Series:Ilha do Desterro
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/view/74747
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Description
Summary:As neonarrativas de escravidão surgiram no cenário literário norte-americano com a publicação de Jubilee, de Margaret Walker (1966), porém só tiveram efetivo reconhecimento nos anos oitenta, com o lançamento de Beloved, de Toni Morrison (1987). Concebidas como “romances contemporâneos que assumem a forma, as convenções e a voz narrativa em primeira pessoa das narrativas de escravos produzidas antes da Guerra Civil” (RUSHDY, 1997), foram, aos poucos, se distanciando desse modelo e hoje podem ser consideradas transnacionais e globais, bem como dialógicas, polifônicas e transgenéricas, segundo Judith Misrahi-Barak (2014). Nessa perspectiva e com o suporte teórico dos Estudos Culturais e do conceito pós-moderno de metaficção historiográfica, este trabalho propõe a análise da representação do sujeito diaspórico em O livro dos negros, do canadense Lawrence Hill (2014), que tem por temática a trajetória de escravos durante a vigência do sistema escravagista. Ao deslocar a voz narrativa para o oprimido, Hill desafia o discurso da História, escovando-a a contrapelo.
ISSN:0101-4846
2175-8026