Zonas fronteiriças: o inframince e a transicionalidade

Entre as décadas de 1920 e 1940, o artista Marcel Duchamp cria o neologismo Inframince, referindo-se a situações cuja evocação traz e retém mentalmente experiências do sensível dadas no contato com outros objetos, fazendo-nos saber do limiar entre o perceptível e o não-perceptível de um fenômeno. As...

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Bibliographic Details
Main Author: Cláudia M. França da Silva
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal Fluminense 2025-06-01
Series:Viso
Subjects:
Online Access:https://revistaviso.com.br/ojs/index.php/viso/article/view/614
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Description
Summary:Entre as décadas de 1920 e 1940, o artista Marcel Duchamp cria o neologismo Inframince, referindo-se a situações cuja evocação traz e retém mentalmente experiências do sensível dadas no contato com outros objetos, fazendo-nos saber do limiar entre o perceptível e o não-perceptível de um fenômeno. As notas expandem nossa percepção dos objetos e valorizam o “resíduo” que fica de uma experiência, tais como o calor, o hálito, a fumaça. Já nos anos 1950, o psicanalista Donald Winnicott escreve sobre a Transicionalidade, a descoberta do ambiente e seus objetos, durante os primeiros meses de um bebê. A Transicionalidade ocorre em uma zona fronteiriça que recebe o trânsito do corpo ao ambiente; alcança a vida adulta pelo brincar e pela criatividade, os quais constituem os interesses culturais. Pretendemos apresentar, por meio dos conceitos destes autores, diferentes modos de entendimento das regiões fronteiriças como espaços potenciais de ressignificação existencial.
ISSN:1981-4062