Determinantes do desmatamento histórico e recente da Amazônia na perspectiva da estatística espacial

A Amazônia abriga a maior floresta tropical do mundo. Sua biodiversidade representa aproximadamente 15% de todas as espécies existentes, muitas endêmicas à região. No entanto, 21% de sua vegetação nativa no Brasil já foi devastada. Buscando identificar espacialmente os determinantes da degradação d...

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Main Authors: Henrique Parizotto Lacaz Martins, Eduardo de Rezende Francisco
Format: Article
Language:English
Published: FGV’s Sao Paulo School of Business Administration (FGV EAESP) 2025-08-01
Series:Cadernos Gestão Pública e Cidadania
Subjects:
Online Access:https://periodicos.fgv.br/cgpc/article/view/91454
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Description
Summary:A Amazônia abriga a maior floresta tropical do mundo. Sua biodiversidade representa aproximadamente 15% de todas as espécies existentes, muitas endêmicas à região. No entanto, 21% de sua vegetação nativa no Brasil já foi devastada. Buscando identificar espacialmente os determinantes da degradação da floresta, modelos lineares (OLS) e espaciais autorregressivos (SAR) analisaram a influência de 94 variáveis socioeconômicas e de uso do solo (INPE, IBGE, MapBiomas) no desmatamento relativo dos 773 municípios da Amazônia brasileira. O primeiro modelo (desmatamento histórico até 2007) apresentou índice I de Moran de 0,781 e R² de 87,12%, e o segundo modelo (desmatamento entre 2008 e 2022) com índice I de Moran de 0,621 e R² de 60,18% – ambos com alta dependência espacial. Destacando contrapontos, o desmatamento histórico está associado a múltiplos fatores, como agropecuária, crescimento populacional e desenvolvimento de infraestrutura, enquanto o desmatamento recente é predominantemente influenciado pela expansão agropecuária, especialmente pelo cultivo de soja e criação de gado.
ISSN:1806-2261
2236-5710