Triagem de Deficiência de Lipase Ácida Lisossômica em uma Unidade Clínica de Dislipidemias
Resumo Fundamento A deficiência da lipase ácida lisossômica (D-LAL) é uma doença autossômica recessiva rara, caracterizada pelo acúmulo maciço de ésteres de colesterol e triglicerídeos em vários órgãos, levando à hepatosplenomegalia, esteatose microvesicular, cirrose e morte prematura. O reconheci...
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| Main Authors: | , , , , , , , , , , , , |
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)
2025-08-01
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| Series: | Arquivos Brasileiros de Cardiologia |
| Subjects: | |
| Online Access: | http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2025000700306&tlng=en |
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| Summary: | Resumo Fundamento A deficiência da lipase ácida lisossômica (D-LAL) é uma doença autossômica recessiva rara, caracterizada pelo acúmulo maciço de ésteres de colesterol e triglicerídeos em vários órgãos, levando à hepatosplenomegalia, esteatose microvesicular, cirrose e morte prematura. O reconhecimento precoce é crucial para a realização da terapia de reposição enzimática em tempo hábil. Objetivos Rastrear a D-LAL em indivíduos com dislipidemias e/ou doença hepática em uma unidade clínica de dislipidemias. Métodos Avaliamos retrospectivamente registros de 2018 adultos e crianças utilizando um algoritmo de rastreamento que incluía elevação de ALT/AST >1,5x o limite superior da normalidade, LDL-C >160 mg/dL, HDL-C <40 mg/dL (homens) ou <50 mg/dL (mulheres) em adultos, e LDL-C >130 mg/dL, HDL-C <45 mg/dL em crianças. Pacientes de alto risco para D-LAL foram selecionados para ensaio de atividade enzimática da LAL em amostras de sangue seco, utilizando o inibidor de LAL, Lalistat-2. Resultados Entre 2018 pacientes rastreados, 21 (0,92%) foram selecionados para avaliação da atividade de LAL, mas apenas oito apresentaram resultados normais no teste [atividade média de LAL 0,077 ± 0,03 nmol/punção/h (valor de referência >0,024 nmol/punção/h)]. Uma criança cuja mãe não realizou o teste teve atividade de LAL indetectável em exame post-mortem. Posteriormente, a mãe e três meio-irmãos tiveram a confirmação de D-LAL. O sequenciamento genético (NGS) do gene LIPA não identificou variantes patogênicas, o que não permite descartar alterações na região não codificante do gene analisado. Conclusões A identificação da D-LAL continua sendo um desafio, e um algoritmo baseado em critérios clínicos e laboratoriais pode auxiliar na seleção de pacientes para rastreamento da D-LAL. Dada a sua raridade e características comuns a outras dislipidemias genéticas, a D-LAL é, principalmente, um diagnóstico de exclusão, frequentemente considerado quando outras condições tenham sido descartadas. |
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| ISSN: | 1678-4170 |