Movimentos socioterritoriais de luta por habitação nas pequenas cidades da Bahia: o que indica a sua (in)existência?

A exclusão social ocorre também nas pequenas cidades; contudo, ante seu menor impacto territorial e menor visibilização, tem-se a errônea sensação de que todos vivem adequadamente. A mobilização social em torno da luta por moradia e seus impactos na produção do espaço urbano deve considerar especif...

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Bibliographic Details
Main Author: Oriana Araujo
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Pernambuco 2019-07-01
Series:Revista Movimentos Sociais e Dinâmicas Espaciais
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/revistamseu/article/view/240695
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Description
Summary:A exclusão social ocorre também nas pequenas cidades; contudo, ante seu menor impacto territorial e menor visibilização, tem-se a errônea sensação de que todos vivem adequadamente. A mobilização social em torno da luta por moradia e seus impactos na produção do espaço urbano deve considerar especificidades, a exemplo da questão da identidade e dimensões políticas locais (dentre outros fatores) como condicionadores da inércia aparente ou do questionamento emergente nas pequenas cidades. Esse texto identifica e discute a presença (ou ausência) de movimentos sociais de luta por habitação popular ou de mobilizações sociais relacionadas à moradia nas pequenas cidades da Bahia, nos vinte municípios do território de identidade do sisal. Há conflitos relacionados à moradia em nove dos vinte municípios do território do sisal, mas não foram encontrados movimentos sociais de luta por habitação no território do sisal e sim importantes mobilizações sociais em Itiúba, São Domingos, Valente, Retirolândia, Conceição do Coité, Quijingue e Barrocas, bem como ocupações diretas em Santaluz e Araci, que estão relacionadas ao questionamento da propriedade privada e da busca pelo valor de uso do solo urbano e do atendimento ao direito à moradia, o que demonstra que a população das pequenas cidades do semiárido baiano não é inerte, que outras forças estão sendo engendradas, há insurgências importantes, há articulações espontâneas e muito corajosas que podem gestar outros imaginários e novas ordens socioespaciais.
ISSN:2238-8052