Diretrizes brasileiras de manejo de toxicidades imunomediadas associadas ao uso de bloqueadores de correceptores imunes

Nos últimos anos, assistimos à consolidação da “imunoterapia” como uma forma efetiva e viável de se tratar o câncer. Em particular, a manipulação terapêutica de moléculas envolvidas na modulação da resposta imune com o uso de anticorpos monoclonais, ou bloqueadores de correceptores imunes, viabilizo...

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Bibliographic Details
Main Author: Grupo de Trabalho da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica
Format: Article
Language:English
Published: Thieme Revinter Publicações Ltda. 2017-01-01
Series:Brazilian Journal of Oncology
Subjects:
Online Access:http://www.thieme-connect.de/DOI/DOI?10.1055/s-0044-1792178
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Description
Summary:Nos últimos anos, assistimos à consolidação da “imunoterapia” como uma forma efetiva e viável de se tratar o câncer. Em particular, a manipulação terapêutica de moléculas envolvidas na modulação da resposta imune com o uso de anticorpos monoclonais, ou bloqueadores de correceptores imunes, viabilizou uma nova realidade para pacientes com melanoma, câncer de pulmão e diversas outras neoplasias. Como exemplos, bloqueadores do cytotoxic T lymphocyte associated antigen 4 (CTLA-4) e programmed cell death protein 1 (PD-1) foram recentemente incorporados à prática clínica após aprovações por agências reguladoras no Brasil e em inúmeros outros países, e novas modalidades e combinações para a mobilização do sistema imunológico estão em estudo. Todavia, essa ativação imune, particularmente de linfócitos T, leva ao risco do desenvolvimento de respostas direcionadas a tecidos sadios que se manifestam clinicamente como eventos adversos imunomediados. Nesse contexto, o conhecimento do perfil de segurança desses fármacos e dos passos para o tratamento eficaz desses eventos adversos é fundamental, e ganhará ainda mais importância nos próximos anos, frente ao crescimento de indicações dos bloqueadores de correceptores imunes, do número de pacientes tratados com esses agentes e à sua incorporação à prática da oncologia. Com esse foco, a presente diretriz se propõe a discutir o espectro de toxicidades relacionadas ao uso de bloqueadores de correceptores imunes e as estratégias destinadas a permitir o seu diagnóstico precoce e manejo adequado.
ISSN:2526-8732